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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Disfunção temporomandibular em indivíduos atendidos no setor de otorrinolaringologia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: The objective of this study was to assess the prevalence of temporomandibular disorders in individuals who visit the otolaryngology service of the Federal University of Maranhão hospital. METHODS: A total of 303 patients of the otolaryngology service of the abovementioned university hospital located in São Luiz were assessed over three months. A previously validated self-administered questionnaire was used to collect and interpret data and to verify temporomandibular disorders. RESULTS: The results of the data collected from 303 individuals and the respective interpretation were: 61.7% (187 individuals) were in need of an otolaryngological assessment or treatment. Of these, 67.7% were females. Only 9.9% of the individuals did not present symptoms of temporomandibular disorders. Other results show that 48.51% of the individuals had headaches, 52.14% had neck and shoulder pain, 50.49% had pain in the ear area and 46.20% had joint noise. CONCLUSION: The prevalence of temporomandibular disorders was 61.72% and significantly higher among females (p=0.006). Temporomandibular disorders were absent in 9.9%; mild in 28.4%; moderate in 36.6% and severe in 25.1% of the sample.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ORIGINAL</b> ORIGINAL</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="title"></a>Disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular em indiv&iacute;duos atendidos no setor de otorrinolaringologia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Temporomandibular disorders in otolaryngology patients</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo de Tarso de Carvalho Bayma<sup>I,</sup><a href="#nt"><sup>*</sup></a>; Pedro Paulo Feltrin<sup>I</sup>; Carlos Alberto Silva Dias<sup>II</sup>; Jos&eacute; Ferreira Costa<sup>III</sup>; Dalva Cruz Lagan&aacute;<sup>IV</sup>; Ricardo Tatsuo Inoue<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Faculdade S&atilde;o Leopoldo Mandic, Curso de Odontologia, Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o Mestrado em Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria. Rua Jos&eacute; Rocha Junqueira, 13, Swift, 13045&#45;755, Campinas, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal do Maranh&atilde;o, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Departamento de Medicina II. S&atilde;o Lu&iacute;s, MA, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>III</sup>Universidade Federal do Maranh&atilde;o, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Departamento de Odontologia I. S&atilde;o Lu&iacute;s, MA, Brasil    <br> <sup>IV</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Odontologia, Departamento de Pr&oacute;tese. S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</b> Avaliar a preval&ecirc;ncia de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular em indiv&iacute;duos que procuraram o servi&ccedil;o de otorrinolaringologia do Hospital da Universidade Federal do Maranh&atilde;o.    <br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> Foram avaliados 303 indiv&iacute;duos do servi&ccedil;o de otorrinolaringologia do Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Federal do Maranh&atilde;o em S&atilde;o Lu&iacute;s durante um per&iacute;odo de tr&ecirc;s meses. Para capta&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, bem como verifica&ccedil;&atilde;o da disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular, foi utilizado um question&aacute;rio auto&#45;aplicado previamente validado.    <br> <b>RESULTADOS:</b> Ap&oacute;s coleta e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados de 303 indiv&iacute;duos, os resultados obtidos foram: 61,7% (187 indiv&iacute;duos) foram considerados como necessitando de tratamento ou avalia&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica, dos quais 67,7% eram do sexo feminino. J&aacute; 9,9% dos indiv&iacute;duos n&atilde;o apresentaram sintomas de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. Outros resultados mostraram que 48,51% dos indiv&iacute;duos apresentaram dor de cabe&ccedil;a; 52,14% dor no pesco&ccedil;o e ombro; 50,49% dor na regi&atilde;o do ouvido e 46,20% ru&iacute;dos articulares.    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> A preval&ecirc;ncia de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular foi de 61,72%, sendo significativamente maior no g&ecirc;nero feminino (<I>p</I>=0,006); e as preval&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices, foram: disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular ausente de 9,9%; disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular leve de 28,4%; disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular moderada de 36,6% e disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular severa de 25,1%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o:</b> articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular; dor facial; epidemiologia; preval&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> The objective of this study was to assess the prevalence of temporomandibular disorders in individuals who visit the otolaryngology service of the Federal University of Maranh&atilde;o hospital.    <br> <b>METHODS:</b> A total of 303 patients of the otolaryngology service of the abovementioned university hospital located in S&atilde;o Luiz were assessed over three months. A previously validated self&#45;administered questionnaire was used to collect and interpret data and to verify temporomandibular disorders.    <br> <b>RESULTS:</b> The results of the data collected from 303 individuals and the respective interpretation were: 61.7% (187 individuals) were in need of an otolaryngological assessment or treatment. Of these, 67.7% were females. Only 9.9% of the individuals did not present symptoms of temporomandibular disorders. Other results show that 48.51% of the individuals had headaches, 52.14% had neck and shoulder pain, 50.49% had pain in the ear area and 46.20% had joint noise.    <br> <b>CONCLUSION:</b> The prevalence of temporomandibular disorders was 61.72% and significantly higher among females (<I>p</I>=0.006). Temporomandibular disorders were absent in 9.9%; mild in 28.4%; moderate in 36.6% and severe in 25.1% of the sample. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Indexing terms:</b> temporomandibular joint; facial pain; epidemiology; prevalence.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As disfun&ccedil;&otilde;es temporomandibulares s&atilde;o, ainda hoje, motivo de debates e controv&eacute;rsias. Como abrangem v&aacute;rias &aacute;reas do corpo humano e possuem sinais e sintomas muito semelhantes aos de outras doen&ccedil;as, o diagn&oacute;stico, a classifica&ccedil;&atilde;o e o tratamento s&atilde;o bastante complexos. A Academia Americana de Desordem Temporomadinbular define que "desordens ou Disfun&ccedil;&otilde;es Temporomandibulares (DTM) abrange v&aacute;rios problemas cl&iacute;nicos envolvendo a musculatura da mastiga&ccedil;&atilde;o, a Articula&ccedil;&atilde;o Temporomandibular (ATM) e estruturas associadas ou ambas"<sup>1</sup>. A Sociedade Internacional de Cefaleia classifica a DTM em um subgrupo distinto das desordens musculoesquel&eacute;ticas e reumatol&oacute;gicas da regi&atilde;o orofacial<sup>2</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O sintoma mais frequente da DTM &eacute; a dor. A dor ou sensibilidade pode ocorrer quando se palpam os m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios, a ATM ou a regi&atilde;o pr&eacute;&#45;auricular e normalmente &eacute; agravada pela mastiga&ccedil;&atilde;o ou por outra fun&ccedil;&atilde;o dos maxilares. As queixas mais comuns entre os indiv&iacute;duos portadores de DTM s&atilde;o: cefaleias, otalgias e dores maxilares<sup>3</sup>. Sinais e sintomas de DTM s&atilde;o comuns na popula&ccedil;&atilde;o. Pesquisas epidemiol&oacute;gicas demonstraram que mais de 50% dos seus componentes apresentam pelo menos um ou mais sinais destes dist&uacute;rbios<sup>1</sup>, por&eacute;m esses n&uacute;meros n&atilde;o se traduzem em necessidade de tratamento. Estima&#45;se que somente 3,6% a 7,0% desses indiv&iacute;duos necessitam de algum tipo de interven&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. Considerando somente os sintomas otorrinolaringol&oacute;gicos dos indiv&iacute;duos portadores de DTM, tem&#45;se o seguinte panorama: otalgia, presente em 75,0% dos indiv&iacute;duos, hipoacusia, em 15,0%; n&aacute;useas, em 10,0%: v&ocirc;mitos, em 10%; plenitude auricular, em 17,5%; zumbido, em 17,5% e autofonia, em 15,0%<sup>5</sup>. A intera&ccedil;&atilde;o entre DTM e otalgia &eacute; motivo para especula&ccedil;&otilde;es e hip&oacute;teses. V&aacute;rios pesquisadores sugerem causas, consequ&ecirc;ncias e supostos tratamentos. Com certeza, o mais famoso dos pesquisadores &eacute; Costen<sup>6</sup>, que em 1934 publicou um tratado que, al&eacute;m de evidenciar essa intera&ccedil;&atilde;o entre o sistema estomatogn&aacute;tico e a otalgia, formulava uma teoria sobre como os dentes, ou a aus&ecirc;ncia deles, por um efeito cascata, desencadeava altera&ccedil;&otilde;es otol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes de Costen<sup>6</sup>, houve outras teorias, como a de Prentiss<sup>7</sup>, que, em 1918, elaborou a teoria do deslocamento mec&acirc;nico, ou a de Monson<sup>8</sup>, que acrescentou que a retrus&atilde;o do c&ocirc;ndilo poderia causar reabsor&ccedil;&atilde;o da placa timp&acirc;nica, desencadeando v&aacute;rios efeitos que resultariam em perda auditiva e ru&iacute;do nos ouvidos. Diante das in&uacute;meras teorias relacionando DTM como causa de otalgia ou dos m&uacute;ltiplos sinais e sintomas otol&oacute;gicos nela presente, &eacute; pertinente investigar a preval&ecirc;ncia desta disfun&ccedil;&atilde;o em indiv&iacute;duos atendidos nos servi&ccedil;os de otorrinolaringologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostragem desta investiga&ccedil;&atilde;o foi do tipo acidental e se consistiu de 303 indiv&iacute;duos, de ambos os g&ecirc;neros, que procuraram o atendimento no servi&ccedil;o de Otorrinolaringologia do Hospital da Universidade Federal do Maranh&atilde;o, Unidade Presidente Dutra em S&atilde;o Lu&iacute;s, durante tr&ecirc;s meses (per&iacute;odo compreendido entre os dias 28/8/2006 a 16/11/2006. O protocolo de aprova&ccedil;&atilde;o desta pesquisa est&aacute; registrado no Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do Hospital sob o n&uacute;mero 193/06, processo 33104&#45;647/2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram: indiv&iacute;duos com menos de 18 anos ou mais de 80 anos de idade; indiv&iacute;duos que sofreram acidentes e/ou interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica na face durante os &uacute;ltimos seis meses; portadores de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica ou mental que pudessem afetar o discernimento e/ou preenchimento do question&aacute;rio; portadores de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas ou autoimunes que pudessem mascarar os dados da pesquisa; tamb&eacute;m indiv&iacute;duos que tivessem apresentado hist&oacute;ria de otite cr&ocirc;nica ou cirurgias otol&oacute;gicas. Como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o, seriam todos os indiv&iacute;duos que procurassem o servi&ccedil;o de otorrinolaringologia no determinado per&iacute;odo e que aceitassem participar do estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios utilizados foram os adotados por Fonseca<sup>9</sup> e Conti et al.<sup>10</sup>, os quais sugeriam a confiabilidade somente do uso de question&aacute;rios anamn&eacute;sicos para diagn&oacute;stico e determina&ccedil;&atilde;o do grau de DTM. O question&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o de DTM era constitu&iacute;do de dez quest&otilde;es. N&atilde;o houve nenhuma interfer&ecirc;ncia por parte do pesquisador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>Classifica&ccedil;&atilde;o de DTM</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A interpreta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#45;para cada resposta indicando "sim" foi atribu&iacute;do o valor "2", "&agrave;s vezes" valor "1"e ao "n&atilde;o" valor "0"; nas quest&otilde;es 6 e 7, a presen&ccedil;a de sintomas bilaterais recebeu valor "3", a ser somado no &iacute;ndice de DTM; tamb&eacute;m na quest&atilde;o 4, um escore "3" foi atribu&iacute;do quando relatado que a dor era freq&uuml;ente e intensa. A somat&oacute;ria dos valores obtidos permitiu a classifica&ccedil;&atilde;o da amostra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DTM, sendo considerada, de agora em diante, com &iacute;ndice.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">a) valores de 0 a 3: n&atilde;o portador de DTM; b) valores de 4 a 8: portador leve; c) valores de 9 a 14: portador moderada; d) valores de 15 a 23: portador severa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n3/a05tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos indiv&iacute;duos que foram considerados como necessitando de tratamento, isto &eacute;, com &iacute;ndice de DTM moderado e severo, o &iacute;ndice encontrado foi de 187 indiv&iacute;&#45;duos (61,7%), dos quais 111 (36,6%) tinham &iacute;ndice moderado e 76 (25,1%) &iacute;ndice severo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa enfocou um grupo de indiv&iacute;duos que procurou o servi&ccedil;o de otorrinolaringologia, ou seja, uma popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, e a coleta dos dados foi obtida por meio de question&aacute;rio auto&#45;aplicativo. Apenas os sintomas dos indiv&iacute;duos foram levados em considera&ccedil;&atilde;o. O par&acirc;metro, tanto para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, quanto para a necessidade de tratamento, foi o mesmo utilizado pelo idealizador do question&aacute;rio, os indiv&iacute;duos que obtiveram um &iacute;ndice anamn&eacute;sico moderado e severo foram considerados pass&iacute;veis de avalia&ccedil;&atilde;o/tratamento de DTM<sup>9</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; quatro sintomas ditos cl&aacute;ssicos em indiv&iacute;duos com DTM<sup>10</sup>: a) dor; b) click ou sons articulares; c) limita&ccedil;&atilde;o de movimentos mandibulares e; d) sensibilidade &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o nos m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios e/ou cervicais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sintoma mais relatado nesta investiga&ccedil;&atilde;o foi a dor no pesco&ccedil;o e nos ombros; sendo 52,14% sentiam frequentemente e 15,84%, &agrave;s vezes. Agerberg &amp; Carlsson<sup>11</sup>, ao avaliar uma popula&ccedil;&atilde;o geral, obtiveram um &iacute;ndice de preval&ecirc;ncia de sintomas de 24% para dores faciais e dores de cabe&ccedil;a, 39% para ru&iacute;dos articulares e 7% para limita&ccedil;&atilde;o de movimento na mand&iacute;bula. Quando se refere aos sintomas otol&oacute;gicos em indiv&iacute;duos com DTM, de 105 entrevistados por Bush<sup>12</sup>, em 82% dos casos havia presen&ccedil;a de otalgia e 33% dos indiv&iacute;duos apresentavam zumbido. Brito<sup>13</sup> relatou como sintomas otorrinolaringol&oacute;gicos mais frequentes: otalgia direita (72,5%), otalgia esquerda (77,5%), otalgia bilateral (52,5%), hipoacusia (15%), n&aacute;usea (10%), v&ocirc;mito (10%), plenitude auricular (17,5%), zumbido (17,5%), autofonia (15%). Nesta pesquisa n&atilde;o foram avaliados estes dados, pois n&atilde;o foi realizado exame cl&iacute;nico nos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados mostraram diferen&ccedil;a significativa entre o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero feminino (62,37%) que procuraram o otorrinolaringologista, em rela&ccedil;&atilde;o aos do g&ecirc;nero masculino (37,62%). Estes dados est&atilde;o dentro dos par&acirc;metros da literatura. Quando se analisam popula&ccedil;&otilde;es assintom&aacute;ticas, autores como Agerberg &amp; Carlsson<sup>14</sup>, Helkimo<sup>15</sup> e Lipton et al.<sup>16</sup> consideram estatisticamente insignificante a diferen&ccedil;a nos valores de sinais e sintomas entre os g&ecirc;neros, com ressalva, contudo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia de cefaleias, considerada muito mais presente no g&ecirc;nero feminino. Entretanto, ao se levar em considera&ccedil;&atilde;o uma popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, ou seja, indiv&iacute;duos em tratamento, as diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros se alteram mais significativamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o foram: dos indiv&iacute;duos que n&atilde;o apresentaram sinais de DTM, 5,8% eram do g&ecirc;nero feminino e 16,7% do g&ecirc;nero masculino; dos indiv&iacute;duos com &iacute;ndice de DTM leve, 26,5% eram do g&ecirc;nero feminino e 31,6% do g&ecirc;nero masculino; dos indiv&iacute;duos com &iacute;ndice moderado, 39,2% eram do g&ecirc;nero feminino e 32,5% do g&ecirc;nero masculino; dos indiv&iacute;duos com &iacute;ndice de DTM severo, 28,6%,eram do g&ecirc;nero feminino e 19,3% eram do g&ecirc;nero masculino. &Eacute; ainda pertinente assinalar que, dos indiv&iacute;duos que necessitaram de tratamento, ou seja, &iacute;ndice de DTM moderado mais severo 67,7% pertenciam ao g&ecirc;nero femini&#45;no e 51,8% ao masculino, numa propor&ccedil;&atilde;o de 2,17:1. Algumas teorias t&ecirc;m tentado explicar por que o g&ecirc;nero feminino parece ser mais afetado do que o g&ecirc;nero masculino. Agerberg &amp; Sandstrom17 acreditam que o g&ecirc;nero feminino n&atilde;o &eacute; t&atilde;o apto a lidar com suas press&otilde;es. Na pesquisa de Abubaker et al.18 mostra que os receptores de estrog&ecirc;nio na ATM est&atilde;o em muito maior quantidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A verdadeira raz&atilde;o, ou o conjunto delas, de que o g&ecirc;nero feminino apresenta&#45;se mais freq&uuml;entemente em tratamento de DTM &eacute; ainda desconhecida e demanda a neces&#45;sidade de estudos adicionais. Esta pesquisa obteve um total de 61,7% de indiv&iacute;duos com &iacute;ndice anamn&eacute;sico, dos quais 36,6% eram moderados e 25,1% de severos. A percentagem de indiv&iacute;duos com DTM e a encontrada na literatura envolvendo popula&ccedil;&atilde;o similar, 17,2%<sup>18</sup>, n&atilde;o s&atilde;o semelhantes, havendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre elas (<I>p</I>=0,108). Conti et al.<sup>10,</sup> observaram que aproximadamente 6,5% dos indiv&iacute;duos necessitavam de tratamento. Agerberg &amp; Inkap&ouml;&ouml;l<sup>4</sup> conclu&iacute;ram que 9% dos indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero masculino julgavam necess&aacute;rio algum tipo de tratamento para seus sintomas e que este n&uacute;mero subia para 16% quando se tratava de indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero feminino. A suposta rela&ccedil;&atilde;o entre altera&ccedil;&otilde;es otol&oacute;gicas e disfun&ccedil;&otilde;es temporomandibulares tem despertado o interesse dos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas. Apesar de n&atilde;o haver nenhuma conclus&atilde;o sobre a inter&#45;rela&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es otol&oacute;gicas e DTM, algumas teorias, tem tentado explicar com os seguintes enfoques: o da compress&atilde;o, o da anatomia, o da embriologia, o enfoque da obstru&ccedil;&atilde;o tub&aacute;ria e da dor miofascial e, o mais recente, o enfoque nervoso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como esta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o teve por objetivo diagnosticar a causa da DTM, mas somente o seu grau, estes enfoques foram discutidos para nortear o leitor deste trabalho. A teoria da compress&atilde;o baseia&#45;se no conceito de que a diminui&ccedil;&atilde;o da Dimens&atilde;o vertical de Oclus&atilde;o (DVO), causada pela perda de pr&eacute;&#45;molares e molares, deslocaria o c&ocirc;ndilo para distal, pressionando a tuba de Eust&aacute;quio, estruturas do ouvido e nervo auriculotemporal. Costen<sup>6</sup> publicou um artigo descrevendo uma s&eacute;rie de sintomas otol&oacute;gicos e os associando &agrave; mand&iacute;bula e &agrave; ATM. Sicher<sup>19</sup> questionou a teoria apresentada por Costen<sup>6,</sup> afirmando que a &uacute;nica maneira de pressionar o nervo timp&acirc;nico seria com a ocorr&ecirc;ncia de fratura &oacute;ssea. Zimmerman<sup>20</sup> questionando a teoria de Costen<sup>6</sup> escreveu que todos os sintomas da s&iacute;ndrome, exceto as neuralgias trigeminais e occipitais, seriam question&aacute;veis. Pinto<sup>21</sup> estabeleceu uma liga&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica direta entre ATM e ouvido. Ara&uacute;jo<sup>22</sup> defendeu a teoria da obstru&ccedil;&atilde;o tub&aacute;ria e que, em casos de altera&ccedil;&otilde;es unilateral da ATM, a obstru&ccedil;&atilde;o correspondia ao lado da altera&ccedil;&atilde;o. Greene et al.<sup>23</sup> defendeu a teoria com enfoque da "dor miofascial" e leva em conside&#45;ra&ccedil;&atilde;o, pontos de desencadeamento localizados na por&ccedil;&atilde;o profunda do masseter referem dores na ATM e na orelha; ainda, alguns indiv&iacute;duos descrevem um zumbido discreto. Levando, agora, em considera&ccedil;&atilde;o o m&uacute;sculo pterig&oacute;ideo medial, poderia desencadear tamb&eacute;m por meio de ponto gatilho, dor na regi&atilde;o infra&#45;auricular da ATM e altera&ccedil;&otilde;es na tuba auditiva. O m&uacute;sculo esternocleidomastoideo, na divis&atilde;o clavicular profunda, causaria dor referida na regi&atilde;o p&oacute;s&#45;auricular e regi&atilde;o frontal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vass et al.<sup>24 </sup>encontrou evid&ecirc;ncias que o g&acirc;nglio trigeminal &eacute; respons&aacute;vel pela inerva&ccedil;&atilde;o dos vasos sangu&iacute;neos da c&oacute;clea, causando o fen&ocirc;meno da converg&ecirc;ncia, a hiperatividade dos m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios, podendo com isto desencadear hiperatividade nos &oacute;rg&atilde;os relacionados &agrave; c&oacute;clea. D'Antonio et al.<sup>25</sup> descreveram que cerca de 85% dos pacientes com DTM apresentam sintomas otorrinolaringol&oacute;gicos. Manfredi et al.<sup>26</sup> discutiram que a oclus&atilde;o dental ainda &eacute; considerada um dos fatores predisponentes ao aparecimento das DTM j&aacute; que um encaixe dental inst&aacute;vel pode levar a um desequil&iacute;brio da musculatura mastigat&oacute;ria. Trauma, estresse emocional e m&aacute; oclus&atilde;o t&ecirc;m sido a causa mais citada, direta ou indiretamente. Seraidarian et al.<sup>27</sup> descreveram que a otalgia teria uma preval&ecirc;ncia de aproximadamente 5% na popula&ccedil;&atilde;o com a referida disfun&ccedil;&atilde;o. Tosato &amp; Caria<sup>28</sup> descreveram que al&eacute;m do h&aacute;bito parafuncional, a tens&atilde;o emocional e o estresse tamb&eacute;m s&atilde;o conhecidos como fatores etiol&oacute;gicos das altera&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. Dellon &amp; Maloney<sup>29</sup>, ressaltou que a sec&ccedil;&atilde;o do nervo auriculotemporal n&atilde;o pode ser aplicada a todos os indiv&iacute;duos. Silveira et al.<sup>30</sup> relatou que em sua pesquisa utilizando a mesma popula&ccedil;&atilde;o&#45;alvo e a mesma metodologia o sintoma mais relatado pelos indiv&iacute;duos foi a dor de cabe&ccedil;a, pois 34,39% responderam que sentiam dor de cabe&ccedil;a freq&uuml;ente e 33,48% &agrave;s vezes. A respeito das teorias, o fato &eacute; que, quer por uma raz&atilde;o &uacute;nica, quer pela uni&atilde;o de todas elas, os indiv&iacute;duos portadores de DTM possuem freq&uuml;entemente sinais e sintomas relacionados com a otorrinolaringologia, e que foram descritas com o objetivo de esclarecer a diretriz da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante dos resultados obtidos e analisados estatisticamente, conclui&#45;se que: a preval&ecirc;ncia de DTM severa e moderada foi de 61,72%; a preval&ecirc;ncia de DTM foi significativamente maior no g&ecirc;nero feminino (<I>p</I>=0,006); a preval&ecirc;ncia encontrada em rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices foi DTM leve &#45; 28,4%; DTM moderada &#45; 36,6%; DTM severa &#45; 25,1% a preval&ecirc;ncia da aus&ecirc;ncia de sintomas de DTM &#45; 9,9% .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">PTC BAYMA foi o executor do trabalho de pesquisa. PP FELTRIN, DC LAGAN&Aacute; e RT INOUE orientaram a pesquisa. CAS DIAS examinou os pacientes que participaram do trabalho. JF COSTA foi o co&#45;orientador da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Okeson JP. Fundamentos de oclus&atilde;o e desordens temporomandibulares. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195035&pid=S1981-8637201000030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. McNeill CH. Temporomandibular disorders, guidelines for classification, assessment and management. Chicago: Quintessence Publishing; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195037&pid=S1981-8637201000030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Okenson JP. Dor orofacial: guia de avalia&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento. S&atilde;o Paulo: Quintessence; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195039&pid=S1981-8637201000030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Agerberg G, Inkapool I. Craniomandibular disorders in an urban Swedish population. J Prosthet Dent. 1990;4(3):154&#45;64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195041&pid=S1981-8637201000030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Magnusson T, Egermark I, Carlsson GE. A longitudinal epidemiologic study of signs and symptoms of temporomandibular disorders from 15 to 35 years of age. J Orofac Pain. 2000;14(4):310&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195043&pid=S1981-8637201000030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Costen JB. A syndrome of ear and sinus symptoms dependent upon disturbed function of the temporomandibular join. 1934. Ann Otol rhinol Laryngol. 1997;106(10 pt 1):805&#45;19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195045&pid=S1981-8637201000030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Prentiss H. A preliminary report upon the temporomandibular articulation in the human type. Dent Cosm. 1918;60(6):505&#45;12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195047&pid=S1981-8637201000030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Monson GS. Occlusion as applied to crown bridge work. J Nat Dent Ass. 1920;7:399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195049&pid=S1981-8637201000030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Fonseca DM. Disfun&ccedil;&atilde;o craniomandibular (DCM): diagn&oacute;stico pela anamnese &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Bauru: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195051&pid=S1981-8637201000030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Conti PC, Ferreira PM, Pegoraro LF, Conti JV, Salvador MCI. A cross&#45;sectional study of prevalence and etiology of signs and symptoms of temporomandibular disorders in high school and university students. J Orofac Pain. 1996;10(3):254&#45;6 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195053&pid=S1981-8637201000030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Agerberg G, Carlsson GE. Funcional disorders of the masticatory system. I. Distribuition of symptoms according to age and sex judged from investigation by questionnaire. Acta Odontol Scand. 1972;30(6):597&#45;613.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195054&pid=S1981-8637201000030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Bush FM. Tinnitus and otalgia in temporomandibular disorders. J Prosthet Dent. 1987;58(4):495&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195056&pid=S1981-8637201000030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Brito LH. Altera&ccedil;&otilde;es otol&oacute;gicas nas desordens temporoman&#45;dibulares. Rev Bras Otorrinolaringol. 1998;64(4):1&#45;75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195058&pid=S1981-8637201000030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Agerberg G, Carlsson GE. Funcional disorders of the masticatory system. II. Symptoms in relacion to impaired mobility of the mandible as judged from investigation by questionnaire. Acta Odontol Scand. 1973;31(6):337&#45;47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195060&pid=S1981-8637201000030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Helkimo M. Studies on function and dysfunction of the masticatory system. II. Index for anamnesic and clinical dysfunction and occlusal state. Sven Tandlak Tidskr. 1974;67(2):101&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195062&pid=S1981-8637201000030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Lipton JA, Ship JA, Larach&#45;Robinson D. Estimated prevalence and distribution of reported orofacial pain in the United States. J Am Dent Assoc. 1993;124(10):115&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195064&pid=S1981-8637201000030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Agerberg G, Sandstrom R. Frequency of occlusal interferences: a clinical study in teenagers and young adults. J Prosthet Dent. 1998;59(2):212&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195066&pid=S1981-8637201000030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Abubaker AO, Raslan WF, Sotereanos GC. Estrogen and progesterone receptors in temporomandibular joint discs of symptomatic and asymptomatic persons: a preliminary study. J Oral Maxillofac Surg. 1993;5(10):1096&#45;100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195068&pid=S1981-8637201000030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Sicher H. Temporomandibular articulation in mandibular overclosure. J Am Dent Assoc. 1948;36(2):131&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195070&pid=S1981-8637201000030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Zimmermer A. An evaluation of Costen's syndrome from an anatomical point of view. In: Darant BG. The temporomandibular joint. Springfield: Charles C. Thomas; 1951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195072&pid=S1981-8637201000030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Pinto OF. A new structure related to the temporomandibular joint and middle ear. J Prosthet Dent. 1962;12(1):95&#45;103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195074&pid=S1981-8637201000030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Ara&uacute;jo A. Influ&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es da articula&ccedil;&atilde;o temporo&#45;mandibular sobre a tuba auditiva. Rev Fac Odontol S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos. 1973;2(2):85&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195076&pid=S1981-8637201000030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Greene CS, Lerman MD, Sutcher HD, Kaskin DM. The TMJ pain&#45;dysfunction syndrome: heterogeneity of the patient population. J Am Dent Assoc. 1969;79(5):1168&#45;72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195078&pid=S1981-8637201000030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Vass Z, Shore SE, Nuttal AL Jancson G, Brecthtelsbauer PB, Miller M. Direct evidence of trigeminal innervation of the cochlear blood vessels. Neuroscience. 1998;84(2):559&#45;67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195080&pid=S1981-8637201000030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. D'Antonio W, Ikino C, Castro S Balbani AP, Jurado JR, Bento RF. Dist&uacute;rbio temporo&#45;mandibular como causa de otalgia: um estudo cl&iacute;nico. Rev Bras Otorrinol. 2000;66(1):46&#45;50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195082&pid=S1981-8637201000030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Manfredi APS, Silva AAS, Vendite LL. Avalia&ccedil;&atilde;o da sensibilidade do question&aacute;rio de triagem para dor orofacial e desordens temporomandibulares recomendado pela Academia Americana de dor orofacial. Rev Bras Otorrinol. 2001;6(67):763&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195084&pid=S1981-8637201000030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Seraidarian PI, Dutra SR, Melga&ccedil;o CA. Otalgia e desordens temporomandibular. JBA J Bras Oclu ATM &amp; Dor Orofacial. 2005;5(20):102&#45;12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195086&pid=S1981-8637201000030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. Tosato JP, Caria PHF. Preval&ecirc;ncia de DTM em diferentes faixas et&aacute;rias. RGO &#45; Rev Ga&uacute;cha Odontol. 2006;54(3):211&#45;24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195088&pid=S1981-8637201000030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Dellon L, Maloney CT Jr. Denervation of the painful temporomandibular joint. J Craniofac Surg. 2006;5(17):828&#45;32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195090&pid=S1981-8637201000030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Silveira AM, Feltrin PP, Zanetti RV, Mautoni MC. Preval&ecirc;ncia de portadores de DTM em pacientes avaliados no setor de otorrinolaringologia. Rev Bras Otorrinol. 2007;73(4):528&#45;32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=195092&pid=S1981-8637201000030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 27/5/2008    <br> Vers&atilde;o final reapresentada em: 14/7/2008    <br> Aprovado em: 3/11/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt"></a><a href="#title">*</a> Correspond&ecirc;ncia para / <I>Correspondence to</I>: PTC BAYMA. <I>E&#45;mail</I>: &lt;<a href="mailto:paulodetarsobayma@gmail.com">paulodetarsobayma@gmail.com</a>&gt;.</font></p>      ]]></body>
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