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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The osseointegration technique revolutionizes the Dentistry and brings advantages compared to the conventional treatment preserving remaining teeth, better retention and stability to the rehabilitations, with foreseeable results and stable in time. Despite having high success rates (more than 90%), some failures could occurs and in this context, the aim of this article was to enhance the local and systemic conditions related with the patients that could affect the osseointegration process. After analysis and literature review from 1969 to 2007, it was verified that smoking habits, irradiation, diabetes, periodontal disease, osteoporosis, age and inadequate bone quality were the main factors related with the patients that could affect the osseointegration. In addition, the failure rate verified were low and it was not observed absolute contra-indication to the treatment, but some conditions were considered of high risk (smoking habits and tissue irradiated) and should be considered during the steps of planning and advise the patients previously to the treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/><B>Fatores locais e sist&ecirc;micos relacionados aos pacientes que podem afetar a osseointegra&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Local and systemic factors related with the patients that could affect the osseointegration</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ricardo Alexandre ZAVANELLI<sup>I</sup>;Ad&eacute;rico Santana GUILHERME<sup>I</sup>; Arioldo Teles de CASTRO<sup>II</sup>; Jos&eacute; Marcos Alves FERNANDES<sup>II</sup>; Richard Esteves PEREIRA<sup>II</sup>; Robson Rodrigues GARCIA<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade Federal de Goi&aacute;s, Faculdade de Odontologia, Departamento de Preven&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal de Goi&aacute;s, Faculdade de Odontologia, Departamento de Ci&ecirc;ncias Estomatol&oacute;gicas    <br>   <sup>III</sup>Universidade Paulista, Faculdade de Odontologia, Departamento de Cirurgia</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&eacute;cnica de osseointegra&ccedil;&atilde;o revolucionou a Odontologia e trouxe vantagens em rela&ccedil;&atilde;o aos tratamentos convencionais como a preserva&ccedil;&atilde;o dos dentes remanescentes, melhor reten&ccedil;&atilde;o e estabilidades &agrave;s reabilita&ccedil;&otilde;es, com resultados previs&iacute;veis e est&aacute;veis ao longo do tempo. Mesmo havendo altos &iacute;ndices de sucesso (acima dos 90%), algumas falhas poder&atilde;o ocorrer e o objetivo deste artigo foi de evidenciar as condi&ccedil;&otilde;es locais e sist&ecirc;micas de risco, relacionadas ao paciente, que podem afetar o processo de osseointegra&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s an&aacute;lise e revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica entre o per&iacute;odo de 1969 e 2007, verificou-se que o h&aacute;bito de fumar, irradia&ccedil;&atilde;o, diabetes, doen&ccedil;a periodontal, osteoporose, idade e qualidade &oacute;ssea inadequada foram os principais fatores relacionados aos pacientes, que podem afetar a osseointegra&ccedil;&atilde;o. A taxa de falhas dos implantes dent&aacute;rios encontrada foi baixa e n&atilde;o foi observada contraindica&ccedil;&atilde;o absoluta ao tratamento, no entanto, algumas condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas de maior risco (h&aacute;bito do tabagismo e tecidos irradiados) e devem ser consideradas durante as etapas de planejamento e os paciente devem ser informados, previamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o: </B>Fatores de risco. Implantes dent&aacute;rios. Osseointegra&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The osseointegration technique revolutionizes the Dentistry and brings advantages compared to the conventional treatment preserving remaining teeth, better retention and stability to the rehabilitations, with foreseeable results and stable in time. Despite having high success rates (more than 90%), some failures could occurs and in this context, the aim of this article was to enhance the local and systemic conditions related with the patients that could affect the osseointegration process. After analysis and literature review from 1969 to 2007, it was verified that smoking habits, irradiation, diabetes, periodontal disease, osteoporosis, age and inadequate bone quality were the main factors related with the patients that could affect the osseointegration. In addition, the failure rate verified were low and it was not observed absolute contra-indication to the treatment, but some conditions were considered of high risk (smoking habits and tissue irradiated) and should be considered during the steps of planning and advise the patients previously to the treatment.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Indexing terms:</B> Risk factors. Dental implants. Osseointegration.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contrariamente ao decl&iacute;nio das perdas dent&aacute;rias, estudos epidemiol&oacute;gicos t&ecirc;m evidenciado que a demanda por tratamento prot&eacute;tico reabilitador ir&aacute; aumentar, considerando o aumento populacional, maior expectativa de vida e envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. Esses estudos recomendam que os programas de educa&ccedil;&atilde;o em Odontologia Social continuem considerando as necessidades dos pacientes com aus&ecirc;ncias dent&aacute;rias nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e privados quer sejam elas parciais ou totais<sup>1-2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por outro lado, os tratamentos prot&eacute;ticos com pr&oacute;teses convencionais apresentam efetividade question&aacute;vel, longevidade reduzida e muitas vezes com danos irrevers&iacute;veis ao sistema mastigat&oacute;rio<sup>3</sup>. No entanto, nos casos em que os pacientes apresentam higiene bucal deficiente, a melhor op&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">aos dentes remanescentes e tecidos &eacute; a absten&ccedil;&atilde;o de qualquer interven&ccedil;&atilde;o reabilitadora convencional<sup>3</sup>. J&aacute; as decis&otilde;es cl&iacute;nicas envolvendo o tratamento reabilitador com implantes end&oacute;sseos provocaram mudan&ccedil;as dos paradigmas tradicionais e os novos modelos de interven&ccedil;&atilde;o passaram a ser baseados em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A descoberta casual do fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o e sua aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica em Odontologia foram um dos mais significativos avan&ccedil;os no tratamento dos pacientes parcial ou totalmente desdentados<sup>5</sup>. No in&iacute;cio, a indica&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de tratamento era unicamente direcionada aos pacientes desdentados totais na maxila e mand&iacute;bula, com a disponibilidade de um &uacute;nico tipo de implante, pilar prot&eacute;tico e protocolo reabilitador<sup>5-7</sup>. O tratamento era coordenado pelos cirurgi&otilde;es que almejavam a obten&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da ancoragem dos implantes com a est&eacute;tica ficando em segundo plano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o foi definido como a conex&atilde;o funcional e estrutural direta entre o tecido &oacute;sseo vivo e organizado com a superf&iacute;cie de um implante sob carga funcional<sup>6</sup>. A comprova&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do princ&iacute;pio b&aacute;sico da osseointegra&ccedil;&atilde;o permitiu que outras situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de aus&ecirc;ncias dent&aacute;rias unit&aacute;rias e parciais fossem contempladas, exigindo o desenvolvimento de novos conceitos, princ&iacute;pios e tecnologias<sup>8-9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, as complica&ccedil;&otilde;es que antes eram em pequeno n&uacute;mero e estavam reduzidas basicamente a problemas cir&uacute;rgicos e mec&acirc;nicos dos componentes de um &uacute;nico protocolo de atendimento, aumentaram e passaram a exigir novos cuidados<sup>8-9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A t&eacute;cnica de osseointegra&ccedil;&atilde;o apresenta resultados previs&iacute;veis, reproduz&iacute;veis e est&aacute;veis ao longo do tempo, com n&iacute;veis de sucesso pr&oacute;ximos dos 90%, considerando todos os tipos de tratamento com os implantes osseointegrados9. Apesar do alto percentual de sucesso, todo profissional poder&aacute; enfrentar algum fracasso inevit&aacute;vel, em torno de 5% a 10%, e diante dessas situa&ccedil;&otilde;es dever&aacute; estar preparado a elucidar seu paciente sobre a probabilidade de fracasso, eventuais complica&ccedil;&otilde;es e m&eacute;todos que permitem minimiz&aacute;-los<sup>10-11</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, &eacute; necess&aacute;rio o conhecimento dos crit&eacute;rios de sucesso em implantodontia que incluem: implante im&oacute;vel ao teste individual, aus&ecirc;ncia de radiolusc&ecirc;ncia periimplantar, perda &oacute;ssea vertical n&atilde;o maior que 0,2mm ao ano, aus&ecirc;ncia de dor, desconforto ou infec&ccedil;&atilde;o persistente, o desenho do implante n&atilde;o deve impedir a instala&ccedil;&atilde;o da coroa prot&eacute;tica e a longevidade do implante deve apresentar uma taxa de sucesso m&iacute;nima de 85% em 5 anos e de 80% ao final de 10 anos<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; os fracassos em implantodontia podem ser totais (quando a perda da osseointegra&ccedil;&atilde;o de um ou mais implantes impede a reconstru&ccedil;&atilde;o prot&eacute;tica), parciais (quando a perda da osseointegra&ccedil;&atilde;o em um ou mais implantes n&atilde;o impede a reabilita&ccedil;&atilde;o), transit&oacute;rios (quando &eacute; poss&iacute;vel a execu&ccedil;&atilde;o de novos procedimentos cir&uacute;rgicos e ou prot&eacute;ticos), considerando que nem sempre o fracasso de um implante determinar&aacute; o fracasso do tratamento<sup>8-9,12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns fatores s&atilde;o reconhecidos como fundamentais para a obten&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da osseointegra&ccedil;&atilde;o, definidos como "tri&acirc;ngulo de sucesso de Massler", e est&atilde;o relacionados ao paciente ou hospedeiro, ao sistema de implantes e &agrave; equipe de profissionais<sup>8-9,13</sup>. Estes tr&ecirc;s aspectos est&atilde;o intimamente relacionados e o grau de harmonia entre eles &eacute; que ser&aacute; determinante no resultado positivo ou negativo do tratamento com implantes osseointegrados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, a biocompatibilidade do material constituinte, o desenho, a forma e o tipo de superf&iacute;cie do implante ir&atilde;o interagir com os fatores relacionados ao hospedeiro (idade, h&aacute;bitos, aspectos da sa&uacute;de local e sist&ecirc;mica) e com a equipe multidisciplinar (planejamento pr&eacute;vio, dom&iacute;nio da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica e de reabilita&ccedil;&atilde;o prot&eacute;tica, condi&ccedil;&otilde;es de transmiss&atilde;o das cargas mastigat&oacute;rias, curva de aprendizado e cursos de educa&ccedil;&atilde;o continuada)<sup>8-11,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, considerando o aumento crescente e cont&iacute;nuo da demanda por tratamento prot&eacute;tico reabilitador, somado &agrave;s desvantagens do tratamento com pr&oacute;teses convencionais e o sucesso comprovado do tratamento com implantes osseointegrados, o objetivo desse trabalho foi de analisar e discutir, por meio de revis&atilde;o da literatura, os principais fatores locais e sist&ecirc;micos relacionados ao paciente, que podem interferir no fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de identificar os aspectos de maior e menor risco envolvidos nesse processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Considera&ccedil;&otilde;es gerais</B></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Branemark et al.<sup>5</sup> relataram em pesquisa realizada em c&atilde;es que os fatores que controlam a cicatriza&ccedil;&atilde;o e a estabilidade intra-&oacute;ssea a longo prazo dos implantes de tit&acirc;nio requerem um preparo cir&uacute;rgico n&atilde;o traum&aacute;tico dos tecidos moles e duros, um implante qu&iacute;mica e mecanicamente "limpo", fechamento prim&aacute;rio do retalho mucoperiostal, isolando o implante dos micro-organismos da cavidade bucal e higiene oral para prevenir inflama&ccedil;&atilde;o gengival. Ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o das fixa&ccedil;&otilde;es realizadas em 12 c&atilde;es e an&aacute;lise em microscopia, verificaram que os tecidos </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">haviam incorporado o implante sem evid&ecirc;ncias de sinais ou inj&uacute;rias teciduais. De fato, o osso pareceu ter crescido entre as roscas dos implantes, sem qualquer evid&ecirc;ncia de crescimento tecidual. Esses achados indicaram que pr&oacute;teses dent&aacute;rias podem ser ancoradas no tecido &oacute;sseo de c&atilde;es com sucesso e sugerem um poss&iacute;vel uso cl&iacute;nico em reabilita&ccedil;&otilde;es bucais.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Branemark et al.<sup>6</sup> afirmaram que os pacientes desdentados apresentam fon&eacute;tica e fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria prejudicadas, al&eacute;m de grande impacto psicossocial, que podem ser minimizados pela instala&ccedil;&atilde;o de uma pr&oacute;tese, que em muitas situa&ccedil;&otilde;es causa mais reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e dificuldades de uso. Nesses casos o uso de ancoragem intra-&oacute;ssea pode ser uma alternativa de tratamento. Assim, 235 rebordos maxilares (128 maxilas e 107 mand&iacute;bulas) de 211 pacientes receberam 1.618 implantes em um rigoroso protocolo cir&uacute;rgico e prot&eacute;tico. Relataram que na mand&iacute;bula os problemas s&atilde;o pequenos e na maxila, devido &agrave; qualidade &oacute;ssea inadequada e muitas vezes pela quantidade e limita&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica, houve maiores dificuldades terap&ecirc;uticas. Relataram um sucesso prot&eacute;tico em 76% dos casos maxilares e em 99% dos casos mandibulares e ap&oacute;s novos procedimentos cir&uacute;rgicos, sucesso em 94% para a maxila e 100% para a mand&iacute;bula (pr&oacute;teses est&aacute;veis e em fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria). Conclu&iacute;ram que os implantes osseointegrados podem ser usados como suporte para uma pr&oacute;tese fixa com bom progn&oacute;stico em longo prazo e sem risco de s&eacute;rias complica&ccedil;&otilde;es.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Adell et al.<sup>7</sup>  descreveram os resultados de 15 anos de tratamento com implantes osseointegrados em maxilares desdentados. Relataram que a osseointegra&ccedil;&atilde;o pode ser alcan&ccedil;ada com uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica adequada, um tempo de cicatriza&ccedil;&atilde;o longo e uma apropriada distribui&ccedil;&atilde;o quando em fun&ccedil;&atilde;o. Durante um per&iacute;odo de 15 anos (1965-1980), 2.768 fixa&ccedil;&otilde;es foram instaladas em 410 maxilares desdentados de 371 pacientes. Relataram uma taxa de sucesso de 81% para os implantes maxilares, 91% para os implantes mandibulares, 89% para as pr&oacute;teses maxilares e de 100% para as pr&oacute;teses mandibulares. Em contrapartida, durante a cicatriza&ccedil;&atilde;o e o primeiro ano de conex&atilde;o da pr&oacute;tese, o valor m&eacute;dio de perda &oacute;ssea marginal foi de 1,5mm e de 0,1mm anualmente. Conclu&iacute;ram que os resultados cl&iacute;nicos alcan&ccedil;ados com pr&oacute;teses sobre implantes osseointegrados preenchem os requisitos da confer&ecirc;ncia de Harvard realizada em 1978.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Preocupados com a prolifera&ccedil;&atilde;o de sistemas de implantes, em 1989, Smith &amp; Zarb<sup>12</sup>  discorreram sobre a necessidade do estabelecimento de crit&eacute;rios de sucesso em rela&ccedil;&atilde;o ao seu uso. Ap&oacute;s revis&atilde;o, an&aacute;lise e discuss&atilde;o indicaram 6 crit&eacute;rios para atribuir o sucesso da terapia com implantes: presen&ccedil;a de implante im&oacute;vel ao teste cl&iacute;nico; aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncia de radioluc&ecirc;ncia peri-implantar; perda &oacute;ssea vertical m&eacute;dia menor que 0,2mm ap&oacute;s o primeiro ano; aus&ecirc;ncia de dor, desconforto ou infec&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da ao implante; o desenho do implante n&atilde;o pode impossibilitar a instala&ccedil;&atilde;o de uma coroa; taxa de sucesso de 85% ao final de 5 anos e de 80% ap&oacute;s 10 anos. </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Budtz-J&ouml;rgensen<sup>3</sup>  discorreu sobre as diversas modalidades de tratamento prot&eacute;tico (overdentures, pr&oacute;tese parcial fixa, pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel e pr&oacute;teses sobre implantes) para os pacientes parcialmente desdentados. Concluiu que para os pacientes com higiene bucal deficiente, a melhor op&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos dentes remanescentes e tecidos, &eacute; a absten&ccedil;&atilde;o de qualquer interven&ccedil;&atilde;o reabilitadora convencional, independente da modalidade de reabilita&ccedil;&atilde;o, podendo haver danos irrevers&iacute;veis ao sistema mastigat&oacute;rio caso esse aspecto n&atilde;o for respeitado.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esposito et al.<sup>10</sup>  realizaram uma avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica sobre a osseointegra&ccedil;&atilde;o e as falhas dos implantes, revelando que 7,7% dos implantes podem falhar ap&oacute;s um per&iacute;odo de 5 anos de acompanhamento, com grande previsibilidade principalmente para os pacientes parcialmente desdentados. Evidenciaram tamb&eacute;m que a maxila apresenta quase tr&ecirc;s vezes mais perdas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mand&iacute;bula. As falhas precoces est&atilde;o bastante relacionadas com o trauma cir&uacute;rgico ou condi&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas (3,6%), no entanto, as falhas tardias ainda apresentam etiologia controversa. Demonstraram haver poucas falhas ocasionadas por peri-implantite no sistema Branemark, no entanto, no sistema ITI houve maior preval&ecirc;ncia de falhas causadas pela peri-implantite.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s meta-an&aacute;lise, Esposito et al.<sup>11</sup>  identificaram os seguintes fatores biol&oacute;gicos associados com a perda de implantes orais: estado m&eacute;dico do paciente, tabaco, qualidade &oacute;ssea, enxerto &oacute;sseo, terapia de irradia&ccedil;&atilde;o, parafun&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncia do operador, grau do trauma cir&uacute;rgico, contamina&ccedil;&atilde;o bacteriana, aus&ecirc;ncia de antibi&oacute;ticos no pr&eacute;-operat&oacute;rio, carga imediata, procedimentos n&atilde;o submersos, n&uacute;mero de implantes que suportam uma pr&oacute;tese, caracter&iacute;sticas de superf&iacute;cie e desenho dos implantes. Dentre os fatores relacionados com a perda precoce dos implantes, o trauma cir&uacute;rgico, juntamente com a carga prematura, infec&ccedil;&atilde;o e capacidade de cicatriza&ccedil;&atilde;o alterada parecem ser os motivos mais </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">evidentes. J&aacute; a infec&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica marginal (peri-implantite) em conjunto com a sobrecarga parecem estar relacionadas com a perda tardia dos implantes. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pinto et al.<sup>8</sup>  discorreram sobre os fatores de risco, as complica&ccedil;&otilde;es e fracassos na terap&ecirc;utica com implantes osseointegrados. Relataram que o fracasso pode gerar consequ&ecirc;ncias desagrad&aacute;veis aos profissionais, tanto cl&iacute;nica como judicialmente, principalmente se o mesmo n&atilde;o for capaz de assum&iacute;-lo e de proporcionar uma solu&ccedil;&atilde;o. Descreveram que o fracasso de um implante nem sempre determina o fracasso do tratamento e classificaram em tr&ecirc;s tipos: total, parcial ou transit&oacute;rio. J&aacute; as complica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o relacionadas com intercorr&ecirc;ncias n&atilde;o previstas no planejamento, podendo ser de origem biol&oacute;gica, mec&acirc;nica ou iatrog&ecirc;nica. Os fatores de risco s&atilde;o limita&ccedil;&otilde;es que podem interferir no resultado do tratamento e em algumas situa&ccedil;&otilde;es contra-indic&aacute;-lo. Dividiram em fatores de risco end&oacute;genos (fatores locais, sist&ecirc;micos, psico-s&oacute;cio-emocionais e econ&ocirc;mico-financeiros do paciente) e ex&oacute;genos (conhecimento cient&iacute;fico, experi&ecirc;ncia, dom&iacute;nio da t&eacute;cnica e do sistema e educa&ccedil;&atilde;o continuada, todos referentes ao profissional). Conclu&iacute;ram que uma an&aacute;lise cr&iacute;tica dos fatores de risco permitir&aacute; prever a possibilidade da ocorr&ecirc;ncia de determinada doen&ccedil;a e suas complica&ccedil;&otilde;es ou da possibilidade de sucesso da terap&ecirc;utica. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Elsubeihi &amp; Zarb<sup>14</sup>  apontaram que a ocorr&ecirc;ncia de falhas de osseointegra&ccedil;&atilde;o em procedimentos cir&uacute;rgicos e prot&eacute;ticos ocorreu em 7,7% dos casos de 464 pacientes atendidos entre 1979 a 1999 na Universidade de Toronto, sendo que em 4,2% dos casos essa falha foi verificada antes da instala&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses. Discutiram que alguns fatores sist&ecirc;micos podem afetar a taxa de sobreviv&ecirc;ncia dos implantes e dentre esses destacaram a osteoporose, doen&ccedil;as cardiovasculares, diabetes mellitus, hipotireoidismo e o h&aacute;bito de fumar. Ressaltaram que a etiologia da perda dos implantes &eacute; multifatorial, com maior &ecirc;nfase ao tabagismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Douglass et al.<sup>1</sup>  questionaram a necessidade futura por tratamento com pr&oacute;tese total nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA). Relataram que a demanda por tratamento com pr&oacute;tese total ir&aacute; aumentar, considerando o aumento da popula&ccedil;&atilde;o, maior expectativa de vida e o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Conclu&iacute;ram que os programas de ensino continuem considerando a necessidade dos pacientes por tratamento com pr&oacute;tese total. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Douglass &amp; Watson<sup>2</sup>  discorreram sobre a necessidade de tratamento prot&eacute;tico envolvendo pr&oacute;tese parcial fixa e pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel nos EUA. Conclu&iacute;ram que a demanda de pacientes por tratamento com pr&oacute;tese parcial fixa e pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel ir&aacute; aumentar excedendo o n&uacute;mero de servi&ccedil;os de atendimento e requerendo maiores investimentos nessas &aacute;reas.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rich &amp; Goldstein<sup>4</sup>  relataram que novas modalidades de tratamento t&ecirc;m expandido as escolhas dos pacientes e dos profissionais. Ao mesmo tempo, uma explos&atilde;o de dados tem levantado quest&otilde;es sobre a validade e efic&aacute;cia de certas formas de tratamento prot&eacute;tico convencional. Esse aumento das alternativas reabilitadoras tem dificultado o planejamento dos casos e o foco das aten&ccedil;&otilde;es para a decis&atilde;o cl&iacute;nica est&aacute; voltado aos planejamentos baseados em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chuang et al.<sup>15</sup>  identificaram em um m&eacute;todo estat&iacute;stico os fatores de risco associados com as falhas dos implantes osseointegrados. Classificaram os riscos em demogr&aacute;ficos, estado de sa&uacute;de, vari&aacute;veis relacionadas aos implantes, anatomia, necessidade de reconstru&ccedil;&otilde;es e parte prot&eacute;tica, analisando sua influ&ecirc;ncia sobre a falha dos implantes. O estudo foi composto por 677 pacientes que receberam 2.349 implantes e como resultado observaram que os fatores associados com as falhas dos implantes (removidos por inflama&ccedil;&atilde;o, mobilidade, dor, infec&ccedil;&atilde;o ou peri-implantite) foram o tabaco, o comprimento dos implantes, o di&acirc;metro, o est&aacute;gio da osseointegra&ccedil;&atilde;o e os implantes imediatos. Relataram ainda que as vari&aacute;veis: tabaco, est&aacute;gio da osseointegra&ccedil;&atilde;o e implantes imediatos podem ter seus resultados cl&iacute;nicos alterados ou manipulados, pois esses riscos geralmente s&atilde;o informados previamente aos pacientes. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2003, Ashley et al.<sup>9</sup>  relataram que embora a taxa de sucesso do tratamento com implantes seja alta, ocasionalmente poder&atilde;o ocorrer fracassos (5% a 10%) e o profissional precisa estar apto para solucion&aacute;-los. Em implantodontia, o sucesso est&aacute; relacionado com a estabilidade dos implantes, adequado n&iacute;vel radiogr&aacute;fico, aus&ecirc;ncia de sintomas ou sinais de infec&ccedil;&atilde;o, profundidade m&iacute;nima de sondagem ao redor dos implantes e manuten&ccedil;&atilde;o adequada pelos pacientes. No entanto, o fracasso est&aacute; relacionado com a mobilidade do implante, som opaco &agrave; percuss&atilde;o e radioluc&ecirc;ncia peri-implantar. As causas dos fracassos parecem estar relacionadas com fatores biol&oacute;gicos, biomec&acirc;nicos, caracter&iacute;sticas dos implantes, t&eacute;cnica cir&uacute;rgica sem irriga&ccedil;&atilde;o adequada, al&eacute;m de oclus&atilde;o traum&aacute;tica. Conclu&iacute;ram que a sele&ccedil;&atilde;o adequada do caso, a realiza&ccedil;&atilde;o correta da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, a instala&ccedil;&atilde;o de uma pr&oacute;tese ajustada, a educa&ccedil;&atilde;o meticulosa do paciente em manter sua </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">higiene bucal, al&eacute;m dos controles cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos peri&oacute;dicos em visitas de retornos s&atilde;o passos que podem evitar o fracasso da terapia com implantes.</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Davarpanah et al.<sup>13</sup>  discorreram sobre os fatores que podem influenciar o reparo &oacute;sseo, entre esses destacaram os relacionados ao hospedeiro (gerais, locais e de risco), ao sistema de implante (biocompatibilidade, formato e tipo de superf&iacute;cie) e os princ&iacute;pios cir&uacute;rgicos e prot&eacute;ticos. Contraindicaram o uso de implantes durante a fase de crescimento, em cardiopatias de alto risco (doen&ccedil;as cong&ecirc;nitas, valvas prot&eacute;ticas, antecedentes de endocardite), durante a fase ativa de quimioterapia e em pacientes com doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas. N&atilde;o contraindicaram a terapia com implantes nos idosos, nas doen&ccedil;as do metabolismo &oacute;sseo (osteoporose, osteomal&aacute;cia, Doen&ccedil;a de Paget e em mielomas m&uacute;ltiplos), nas doen&ccedil;as end&oacute;crinas (diabetes e hiperparatireoidismo), nas reum&aacute;ticas (artrite reumat&oacute;ide, S&iacute;ndrome de Sj&ouml;gren e Lupus Eritematoso), nas hematol&oacute;gicas, e em &aacute;reas irradiadas. Descreveram que o estado da mucosa (presen&ccedil;a de Candid&iacute;ase, eczema, l&iacute;quen plano, leucoplasia e eros&atilde;o) deve estar saud&aacute;vel ou ser tratada antes da terapia. Assim como os fatores locais de qualidade (osso tipo I, II, III e IV) e quantidade apresentam &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o com a osseointegra&ccedil;&atilde;o, com a piora do progn&oacute;stico na medida em que se caminha para osso tipo IV em regi&otilde;es da maxila. Recomendaram que as doen&ccedil;as periodontais devessem ser tratadas previamente a instala&ccedil;&atilde;o dos implantes. Conclu&iacute;ram que o tabagismo e o etilismo s&atilde;o os principais fatores de risco envolvidos na terapia com implantes osseointegrados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McDermott et al.<sup>16</sup>  identificaram os tipos, as frequ&ecirc;ncias e os fatores de risco associados com as complica&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes do tipo Bicon entre 1992 a 2000. A amostra composta por 677 pacientes demonstrou haver complica&ccedil;&otilde;es em 13,9% dos casos (10,2% inflamat&oacute;rias, 2,7% prot&eacute;ticas e 1,0% operat&oacute;rias), das quais, 53% foram de pequena complexidade. Apesar dos baixos &iacute;ndices de complica&ccedil;&otilde;es, conclu&iacute;ram a presen&ccedil;a de h&aacute;bitos de tabagismo, implantes com carga imediata e procedimentos de reconstru&ccedil;&atilde;o est&atilde;o associados com as falhas dos implantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moy et al.<sup>17</sup>  analisaram as taxas de falhas de implantes em estudo retrospectivo de 1982 a 2003 para determinar os fatores de risco associados a essa modalidade de tratamento. Verificaram que determinadas condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas como a asma, hipertens&atilde;o e uso cr&ocirc;nico de ester&oacute;ides n&atilde;o constituem risco ao tratamento com implantes. Observaram ainda que os riscos s&atilde;o maiores em pacientes fumantes, diab&eacute;ticos, com hist&oacute;rico de irradia&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o e nos casos de reposi&ccedil;&atilde;o hormonal em per&iacute;odo p&oacute;s-menopausa. Conclu&iacute;ram que mesmo havendo essa alta taxa de falhas em alguns pacientes, de forma geral os &iacute;ndices de perdas de implantes s&atilde;o baixos (8,2% na maxila e 4,9% na mand&iacute;bula), e em adi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o identificaram qualquer fator de risco m&eacute;dico que possa contra-indicar de forma absoluta o tratamento com implantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Porter &amp; Fraunholfer<sup>18</sup>  discorreram sobre o sucesso ou fracasso dos implantes osseointegrados relatando que os principais aspectos envolvidos foram a baixa qualidade &oacute;ssea, periodontite cr&ocirc;nica, doen&ccedil;as sist&ecirc;micas, h&aacute;bito de fumar, presen&ccedil;a de infec&ccedil;&atilde;o ou c&aacute;ries, idade avan&ccedil;ada, localiza&ccedil;&atilde;o do implante, implantes curtos, cargas n&atilde;o axiais, inadequada n&uacute;mero de implantes, h&aacute;bitos parafuncionais, al&eacute;m de inadequado desenho prot&eacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mombelli &amp; Cionca<sup>19</sup> avaliaram o impacto das doen&ccedil;as sist&ecirc;micas e seu tratamento sobre o sucesso da terapia com implantes. Realizaram pesquisa bibliogr&aacute;fica de estudos em humanos que haviam sido tratados com implantes e tinham diagn&oacute;stico de 11 doen&ccedil;as sist&ecirc;micas (esclerodermia, doen&ccedil;a de Parkinson, S&iacute;ndrome de Sj&ouml;gren, HIV, p&ecirc;nfigo, displasia ectod&eacute;rmica, doen&ccedil;a de Crohn, transplante, doen&ccedil;as cardiovasculares, diabetes, osteoporose) e relato da taxa de longevidade dos implantes. Observaram que a maioria dos estudos n&atilde;o comparou pacientes com e sem a doen&ccedil;a sist&ecirc;mica e conclu&iacute;ram que o n&iacute;vel de evid&ecirc;ncias indicativas de contraindica&ccedil;&atilde;o, relativa ou absoluta, para a terapia com implantes devido &agrave; presen&ccedil;a de doen&ccedil;as sist&ecirc;micas, &eacute; baixo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hwang &amp; Wang<sup>20</sup>  relataram que o sucesso do implante deve-se a correta sele&ccedil;&atilde;o de pacientes que n&atilde;o possuam contra-indica&ccedil;&otilde;es locais e sist&ecirc;micas, e descreveram as doen&ccedil;as m&eacute;dicas que impedem o tratamento com implantes: infarto do mioc&aacute;rdio, acidente vascular cerebral, cirurgia de pr&oacute;tese valvar imunossupress&atilde;o, quest&otilde;es de sangramento, tratamento ativo de les&otilde;es malignas, abuso de drogas, doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas e uso do bisfosfonato IV. Conclu&iacute;ram que essas condi&ccedil;&otilde;es impedem a cirurgia bucal eletiva, exigindo um monitoramento criterioso do m&eacute;dico e seu n&atilde;o cumprimento pode resultar em morbidade do paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tolstunov<sup>21</sup>  avaliou e discorreu sobre os fatores que levam a falhas precoces e tardias de implantes. Mencionou que h&aacute; sete fatores relacionados com as falhas precoces, sendo os tr&ecirc;s primeiros relacionados ao paciente: qualidade &oacute;ssea ruim, condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas que afetam a cicatriza&ccedil;&atilde;o, </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">h&aacute;bitos desfavor&aacute;veis, an&aacute;lise cir&uacute;rgica inadequada; an&aacute;lise prot&eacute;tica inadequada, desenho do implante, fator n&atilde;o espec&iacute;fico. J&aacute; as falhas tardias est&atilde;o relacionadas com sobrecarga oclusal, peri-implantite, desenho prot&eacute;tico e falta de adapta&ccedil;&atilde;o da estrutura e fator n&atilde;o espec&iacute;fico. Com base na possibilidade de fracassos, estabeleceu a teoria da vulnerabilidade da integra&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis entre o implante e tecido &oacute;sseo, comparando o comportamento do implante com um dente saud&aacute;vel e um dente anquilosado, sugerindo que o tecido &oacute;sseo reage ao implante como uma invas&atilde;o de privacidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paquette et al.<sup>22</sup>  discorreram sobre os fatores de risco que podem causar falhas nos implantes e afirmaram que dentre todos os aspectos envolvidos (sistemas de implantes, dom&iacute;nio do procedimento, anatomia, condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas, oclus&atilde;o, microbiota, rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria e fatores gen&eacute;ticos), os relacionados ao paciente s&atilde;o mais cr&iacute;ticos do que os relacionados aos implantes, no entanto, ambos podem ser trabalhados para minimizar as falhas, como a diminui&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de fumar, preparo do s&iacute;tio cir&uacute;rgico e estrat&eacute;gias de coloca&ccedil;&atilde;o de carga. Relataram ainda que as taxas de sucesso dos implantes s&atilde;o altas, em m&eacute;dia 94,4%, podendo variar de 76,0% a 98,7%, e mesmo em situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas como em &aacute;reas enxertadas e protocolos de carga imediata, verifica-se altos &iacute;ndices de sucesso, 86,8% e 94,0%, respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Stevenson et al.<sup>23</sup>  avaliaram os resultados em curto prazo de implantes instalados em indiv&iacute;duos portadores do v&iacute;rus da Imuno-defici&ecirc;ncia-Humana (HIV positivos) que necessitavam de pr&oacute;teses totais superiores e inferiores. Instalaram dois implantes na regi&atilde;o anterior da mand&iacute;bula para suportar uma overdenture e confeccionaram uma pr&oacute;tese total superior convencional em 29 pacientes, sendo 20 HIV positivo e 9 HIV negativo. Avaliaram ap&oacute;s 6 meses de ativa&ccedil;&atilde;o dos implantes, a presen&ccedil;a de dor, mobilidade, estado dos tecidos moles e n&iacute;vel &oacute;sseo radiogr&aacute;fico. A taxa de sucesso foi de 100% para ambos os grupos, sem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Conclu&iacute;ram que os implantes dent&aacute;rios s&atilde;o bem tolerados e apresentam resultados previs&iacute;veis em indiv&iacute;duos infectados pelo HIV positivo pelo tempo avaliado e provavelmente por um per&iacute;odo de tempo maior. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hwang &amp; Wang<sup>24</sup>  discorreram sobre as condi&ccedil;&otilde;es e h&aacute;bitos sist&ecirc;micos que influenciam na longevidade dos implantes dent&aacute;rios (adolesc&ecirc;ncia, envelhecimento, osteoporose, tabagismo, gen&oacute;tipo IL, positividade ao HIV, doen&ccedil;a cardiovascular e hipotiroidismo). Conclu&iacute;ram que, se isoladas ou controladas, a vasta maioria das doen&ccedil;as ou condi&ccedil;&otilde;es de exist&ecirc;ncia (idade avan&ccedil;ada, adolesc&ecirc;ncia, gen&oacute;tipo IL, HIV positivo, doen&ccedil;as cardiovasculares e hipotiroidismo) n&atilde;o afetam a longevidade dos implantes. No entanto, o uso do tabaco, o diabetes e a osteoporose parecem aumentar as complica&ccedil;&otilde;es dos implantes, diminuindo a taxa de longevidade, principalmente quando associadas com osso de baixa qualidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alsaadi et al.<sup>25</sup> realizaram estudo retrospectivo para aferir a influ&ecirc;ncia de fatores locais e sist&ecirc;micos sobre a ocorr&ecirc;ncia de falhas precoces em implantes instalados. Avaliaram prontu&aacute;rios de pacientes tratados no per&iacute;odo de 1982 a 2003, anotando a hist&oacute;ria m&eacute;dica, presen&ccedil;a de h&aacute;bitos entre outros aspectos como tipo de implante, localiza&ccedil;&atilde;o e comprimento. Relataram a instala&ccedil;&atilde;o de 6.946 implantes, com um total de 3,6% de falhas registradas, sendo a osteoporose, a doen&ccedil;a de Crohn, o h&aacute;bito de fumar e o implante (comprimento menor, maior di&acirc;metro, localizados na maxila ou mand&iacute;bula posterior) os fatores mais comumente associados com os fatores locais e sist&ecirc;micos dos fracassos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabagismo</B></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1993, Bain &amp; Moy<sup>26</sup> relataram que as taxas de fracasso de 2.194 implantes colocados em 540 pacientes em um per&iacute;odo de 6 anos foram de 5,92%, no entanto, quando os pacientes foram divididos em fumantes e n&atilde;o fumantes, verificaram que a falha de osseointegra&ccedil;&atilde;o ocorreu em 11,28% dos tabagistas e em 4,76% dos n&atilde;o tabagistas. A poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o a este fato foi atribu&iacute;da a vasoconstri&ccedil;&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o da agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria causada pelo cigarro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Crews et al.<sup>27</sup>relataram que os efeitos do tabaco sobre as falhas dos implantes s&atilde;o comprovados e em adi&ccedil;&atilde;o as complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias ocorrem em maior n&uacute;mero, tornando a sele&ccedil;&atilde;o dos pacientes mais criteriosa e sugerindo a interrup&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;s-instala&ccedil;&atilde;o dos implantes como forma de melhorar os resultados com o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Jones<sup>28</sup> apresentou uma vis&atilde;o geral dos eventos relacionados ao tabagismo e discutiu as responsabilidades dos profissionais e do governo. Relatou que os resultados do tratamento periodontal, da cicatriza&ccedil;&atilde;o, dos implantes dent&aacute;rios, dos tratamentos cosm&eacute;ticos e da terapia do c&acirc;ncer bucal ficam bastante comprometidos em pacientes usu&aacute;rios de cigarros. Enfatizou a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o realizada pelos profissionais e do governo para o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica alertando sobre os riscos envolvidos com o uso do tabaco e produtos a ele associados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bain et al.<sup>29</sup> realizaram estudo de meta-an&aacute;lise sobre o efeito do cigarro sobre a ocorr&ecirc;ncia de falhas em implantes de superf&iacute;cie maquinada ou tratada (Osseotite). Ap&oacute;s compara&ccedil;&atilde;o dos dados, relataram uma taxa de sucesso absoluta de 92,8% para implantes maquinados em pacientes n&atilde;o fumantes e de 93,5% em pacientes fumantes. J&aacute; nos casos de implantes com superf&iacute;cie tratada a taxa de sucesso cumulativa foi de 98,4% aos n&atilde;o fumantes e de 98,7% aos fumantes. Conclu&iacute;ram que n&atilde;o houve diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos de pacientes fumantes e n&atilde;o fumantes, no entanto houve diferen&ccedil;a clinicamente relevante entre os tipos de implantes, sugerindo melhor desempenho aos implantes com tratamento de superf&iacute;cie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sham et al.<sup>30</sup> relataram que a doen&ccedil;a periodontal, as falhas dos implantes end&oacute;sseos e o desenvolvimento do c&acirc;ncer bucal s&atilde;o entidades intimamente relacionadas com o uso do tabaco. Em adi&ccedil;&atilde;o, relacionaram a peri-implantite com o uso corrente do tabaco, promovendo inflama&ccedil;&atilde;o tecidual, a forma&ccedil;&atilde;o de bolsas profundas e aumento da reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea ao redor dos implantes. Discorreram ainda que os protocolos de abandono do cigarro podem contribuir consideravelmente com as taxas de sucesso da osseointegra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Levin &amp; Schwartz-Arad<sup>31</sup> relataram que o consumo de cigarros ainda &eacute; um h&aacute;bito comum e entre os pacientes fumantes &eacute; maior a possibilidade de ac&uacute;mulo de placa, incid&ecirc;ncia de gengivite e periodontite, maior taxa de perda dent&aacute;ria e reabsor&ccedil;&atilde;o do rebordo. O consumo de cigarros afeta adversamente a cicatriza&ccedil;&atilde;o e pode colocar em risco o sucesso de enxertos e de implantes. Afirmaram que a taxa de perda &oacute;ssea marginal ao redor dos implantes &eacute; cerca de tr&ecirc;s vezes mais alta em indiv&iacute;duos fumantes. Em adi&ccedil;&atilde;o, a incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-cir&uacute;rgicas &eacute; maior entre os fumantes. Essa resposta negativa parece estar associada com a vasoconstri&ccedil;&atilde;o arterial, diminui&ccedil;&atilde;o do fluxo sangu&iacute;neo dada pela libera&ccedil;&atilde;o de sub-produtos como a nicotina, mon&oacute;xido de carbono e ciano-hidrog&ecirc;nio que aumentam a agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria e com disfun&ccedil;&atilde;o de leuc&oacute;citos e fibroblastos. Conclu&iacute;ram que os pacientes fumantes devem ser previamente alertados dos riscos p&oacute;s-cir&uacute;rgicos e da maior incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es e falhas na terapia com implantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hinode et al.<sup>32</sup>avaliaram a influ&ecirc;ncia do tabaco sobre a taxa de falha dos implantes osseointegrados (biol&oacute;gicas, mec&acirc;nicas, iatrog&ecirc;nicas e inadequada adapta&ccedil;&atilde;o dos pacientes &agrave; terapia), executando estudo de "metaan&aacute;lise". Ap&oacute;s busca e an&aacute;lise cr&iacute;tica de 175 pesquisas, 19 estudos foram inclu&iacute;dos (casos controlados e longitudinais) e conclu&iacute;ram que na compara&ccedil;&atilde;o entre fumantes e n&atilde;o fumantes, uma taxa adicional de falhas dos implantes foi significativamente elevada, principalmente, quando os implantes estavam localizados na maxila, com maior preval&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mand&iacute;bula que n&atilde;o demonstrou um risco significativo em rela&ccedil;&atilde;o ao h&aacute;bito do tabagismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Strietzel et al.<sup>33</sup> realizaram revis&atilde;o sistem&aacute;tica e estudo de meta-an&aacute;lise para aferir se o uso de tabaco interfere com o progn&oacute;stico de implantes com e sem o acompanhamento de procedimentos de aumento comparado com pacientes n&atilde;o fumantes. Identificaram 139 publica&ccedil;&otilde;es e 29 foram consideradas para o estudo de meta-an&aacute;lise e 35 para a revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Ambas as metodologias demonstraram haver risco aumentado de falhas dos implantes entre os fumantes, assim como para os fumantes que receberam procedimentos de enxertia, al&eacute;m de relatarem risco aumentado para as complica&ccedil;&otilde;es. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Radioterapia</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Granstr&ouml;m et al.<sup>34</sup> avaliaram se os tecidos irradiados est&atilde;o associados a uma maior taxa de falhas dos implantes do que tecidos n&atilde;o irradiados e se o tratamento com oxig&ecirc;nio hiperb&aacute;rico pode ser utilizado para reduzir as falhas. Setenta e oito pacientes reabilitados com c&acirc;ncer, que haviam sido reabilitados com implantes osseointegrados de 1981 a 1997, foram avaliados sendo formados tr&ecirc;s grupos (pacientes irradiados, n&atilde;o irradiados, e irradiados e tratados com oxig&ecirc;nio hiperb&aacute;rico). Verificaram que no primeiro grupo houve maior percentagem de falhas dos implantes (53,7%), com o segundo grupo apresentando 13,5% de falhas e o terceiro grupo mostrando 8,1% de falhas. Conclu&iacute;ram que o uso do oxig&ecirc;nio hiperb&aacute;rico pode reduzir a percentagem de falhas dos implantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Diabetes</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Farzad et al.<sup>35</sup> relataram os resultados do tratamento com implantes em 782 pacientes, sendo que 25 destes (3,2%) apresentavam diabetes antes do tratamento com implantes (136 fixa&ccedil;&otilde;es). Evidenciaram 96,3% de sucesso no per&iacute;odo de osseointegra&ccedil;&atilde;o e de 94,1% ap&oacute;s um ano da cirurgia, com poucos relatos de complica&ccedil;&otilde;es. Conclu&iacute;ram que os pacientes diab&eacute;ticos podem receber tratamento com implantes em todos os casos de reabilita&ccedil;&atilde;o, inclusive em &aacute;reas enxertadas, n&atilde;o apresentando grau de insucesso superior ao da popula&ccedil;&atilde;o normal, desde que o n&iacute;vel de glicose no plasma esteja normal ou pr&oacute;ximo do padr&atilde;o, em relatos comprovados por exames complementares. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Diabetes</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cardoso et al.<sup>36</sup> realizaram uma revis&atilde;o da literatura para verificar se os pacientes diab&eacute;ticos estariam aptos para receberem implantes e se estes desenvolveriam uma osseointegra&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria. Relataram que a doen&ccedil;a &eacute; caracterizada pela aus&ecirc;ncia ou defici&ecirc;ncia de insulina e consequente hiperglicemia no sangue, apresentando sintomas como polifagia, polidipsia e dificuldade de cicatriza&ccedil;&atilde;o. No entanto, relataram que n&atilde;o h&aacute; contraindica&ccedil;&atilde;o absoluta para a instala&ccedil;&atilde;o de implantes em pacientes diab&eacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dowell et al.<sup>37</sup>  analisaram em estudo prospectivo a rela&ccedil;&atilde;o do sucesso de 50 implantes instalados em 35 pacientes com diabetes mellitus do tipo 2, relatando o sucesso ou fracasso, complica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e eventos adversos ocorridos durante a cicatriza&ccedil;&atilde;o e ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o dos abutments. Todos os implantes &oacute;sseos integraram ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, com pequenas complica&ccedil;&otilde;es variando de 7,4% a 8,3% (inflama&ccedil;&atilde;o sobre o cicatrizador), sem relato de eventos adversos. Concluiu n&atilde;o haver evid&ecirc;ncias de diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de sucesso ou presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es para o tratamento com implantes em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Doen&ccedil;a periodontal</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quirynen et al.<sup>38</sup> discorreram que os riscos de infec&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o dos implantes podem estar relacionados com a presen&ccedil;a de bact&eacute;rias e rea&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias concomitantes. Em adi&ccedil;&atilde;o, a longevidade dos implantes pode ser comprometida por uma sobrecarga oclusal e ou peri-implantite, dependendo da geometria e das caracter&iacute;sticas de superf&iacute;cie dos implantes. Relataram que estudos em animais, observa&ccedil;&otilde;es longitudinais e cortes seccionais em humanos indicam uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre as caracter&iacute;sticas da microbiota peri-implantar com a periodontite (alta propor&ccedil;&atilde;o de anaer&oacute;bios gram negativos e espiroquetas). Conclu&iacute;ram que os pacientes parcialmente desdentados devem receber um tratamento periodontal pr&eacute;vio &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de implantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Chen &amp; Darby<sup>39</sup>, discorreram em 2003, sobre a etiologia, o diagn&oacute;stico, a manuten&ccedil;&atilde;o, os cuidados e o tratamento da peri-implantite. Relataram ainda que as falhas dos implantes podem ser precoces (implantes n&atilde;o osseointegram) ou tardias (a falha ocorre ap&oacute;s a osseointegra&ccedil;&atilde;o), sendo a sobrecarga oclusal (em menor magnitude) e a peri-implantite (maior magnitude) os principais fatores envolvidos nesse processo. A peri-implantite pode acometer os tecidos moles, assemelhando-se a uma gengivite ou tamb&eacute;m o tecido &oacute;sseo, assemelhando-se a uma periodontite. Em adi&ccedil;&atilde;o, implantes com sucesso parecem ser colonizados por bact&eacute;rias gram positivas e os implantes sem sucesso parecem ser colonizados por bact&eacute;rias anaer&oacute;bios gram negativos. As caracter&iacute;sticas da periimplantite s&atilde;o evidencia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica de destrui&ccedil;&atilde;o da crista &oacute;ssea, sangramento &agrave; sondagem (bolsas acima de 5mm), supura&ccedil;&atilde;o (presen&ccedil;a de neutr&oacute;filos) e mobilidade (est&aacute;gios finais). Os cuidados devem estar relacionados com a motiva&ccedil;&atilde;o da higiene previamente ao tratamento com implantes. Implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema de retornos, instala&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses adaptadas e na presen&ccedil;a de placa, os implantes devem ser limpos com materiais mais macios do que o tit&acirc;nio, como ta&ccedil;a de borracha, escovas interdentais ou instrumentos pl&aacute;sticos de raspagem. Os casos mais avan&ccedil;ados poder&atilde;o receber tratamento cir&uacute;rgico local, uso de agentes qu&iacute;micos como a clorexidina e o per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio, medica&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica, al&eacute;m da possibilidade de enxertos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schou et al.<sup>40</sup>questionaram em uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica se indiv&iacute;duos com experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de perda dent&aacute;ria devido a periodontite apresentavam um risco aumentado de perda de supraestruturas, perda de implantes, peri-implantite ou perda &oacute;ssea marginal comparado com indiv&iacute;duos com experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de perda dent&aacute;ria devido a outro motivo diferente da periodontite. Foram inclu&iacute;dos na revis&atilde;o estudos prospectivos e retrospectivos com um acompanhamento de pelo menos 5 anos. N&atilde;o foi verificado diferen&ccedil;as significativas nas supraestruturas ou na taxa de sobreviv&ecirc;ncia dos implantes ap&oacute;s 5 anos, no entanto, uma maior propor&ccedil;&atilde;o de pacientes com experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de periodontite foram mais afetados pela peri-implantite e maior perda &oacute;ssea marginal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Osteoporose</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Wowern<sup>41</sup> discorreu sobre os aspectos gerais e bucais da osteoporose, relatando que seu diagn&oacute;stico em rela&ccedil;&atilde;o aos maxilares requer a determina&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do mineral do tecido &oacute;sseo e de sua densidade, requerendo para isto, o uso de equipamentos especiais de varredura. No entanto, os riscos mais elevados est&atilde;o relacionados com fraturas dos ossos das v&eacute;rtebras, quadris e antebra&ccedil;o e para a sa&uacute;de bucal a osteoporose pode representar um risco no aumento da taxa de reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea em usu&aacute;rios de pr&oacute;teses convencionais e n&atilde;o sobre implantes. De forma geral, a osteoporose acomete 1/3 da popula&ccedil;&atilde;o do sexo feminino acima dos 65 anos, e &eacute; caracterizada pela baixa massa &oacute;ssea e deteriora&ccedil;&atilde;o micro-estrutural desse tecido, levando a uma fragilidade &oacute;ssea e aumentando o risco de fraturas. Sua etiologia parece estar relacionada </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">com o estilo sedent&aacute;rio de vida, baixa ingest&atilde;o de c&aacute;lcio e hiperparatireoidismo prim&aacute;rio. Em adi&ccedil;&atilde;o, os horm&ocirc;nios e certas drogas como os glicocortic&oacute;ides podem afetar diferentes regi&otilde;es dos tecidos &oacute;sseos, e o tratamento parece estar relacionado com a reposi&ccedil;&atilde;o hormonal, mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos sedent&aacute;rios, ingest&atilde;o de c&aacute;lcio e vitamina D3. Relatou ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; implantodontia que as sobredentaduras s&atilde;o indicadas por auxiliarem na distribui&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as sobre o osso osteopor&oacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Idade</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oesterle et al.<sup>42 </sup>relataram que o crescimento dent&aacute;rio e esquel&eacute;tico maxilar apresenta altera&ccedil;&otilde;es dr&aacute;sticas durante a fase de crescimento ativo. Descreveram que o implante osseointegrado permanece est&aacute;tico ao redor do tecido &oacute;sseo, e n&atilde;o &eacute; capaz de movimentar ou se adaptar ao remodelamento &oacute;sseo. Conclu&iacute;ram que as altera&ccedil;&otilde;es do crescimento podem comprometer ou levar a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do implante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cronin et al.<sup>43</sup> relataram que a rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica do crescimento &acirc;ntero-posterior e rotacional do crescimento da mand&iacute;bula com a largura transversal dos arcos e as mudan&ccedil;as de altura dos dentes devem ser compreendidas previamente a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes nos pacientes em crescimento. Conclu&iacute;ram que a instala&ccedil;&atilde;o dos implantes em adultos jovens homens acima dos 18 anos e em adultos jovens mulheres acima dos 15 anos parece apresentar progn&oacute;stico mais favor&aacute;vel e previs&iacute;vel. No entanto, dever&aacute; haver um acompanhamento mais cuidadoso quando essas situa&ccedil;&otilde;es estiverem diferentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cronin &amp; Oesterle<sup>44</sup> abordaram os aspectos da instala&ccedil;&atilde;o de implantes em pacientes que n&atilde;o completaram o crescimento. Relataram que a rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica do desenvolvimento dent&aacute;rio e cr&acirc;nio facial devem ser compreendidos previamente ao in&iacute;cio do tratamento com implantes em adolescentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bryant<sup>45</sup> analisou e relatou os efeitos do s&iacute;tio implantar, da condi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e da idade sobre os resultados da terapia com implantes. Concluiu que a idade avan&ccedil;ada parece n&atilde;o afetar o potencial cl&iacute;nico de osseointegra&ccedil;&atilde;o ou a taxa de reabsor&ccedil;&atilde;o da crista &oacute;ssea ao redor dos implantes instalados. Contrariamente, os s&iacute;tios implantares est&atilde;o relacionados com o potencial de osseointegra&ccedil;&atilde;o, sendo os s&iacute;tios mandibulares mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o aos maxilares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cronin &amp; Oesterle<sup>46</sup> analisaram o crescimento dos adultos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de implantes. Relataram que as mudan&ccedil;as nos tecidos moles da face ocorrem rapidamente criando altera&ccedil;&otilde;es dr&aacute;sticas, por&eacute;m, os ossos maxilares e dentes tendem a mudar lenta e continuamente. As mudan&ccedil;as do crescimento nos arcos ocorrem e resultam em adapta&ccedil;&otilde;es do alinhamento dent&aacute;rio, tanto no sentido vertical, quanto horizontal. Essas mudan&ccedil;as dent&aacute;rias podem resultar em aus&ecirc;ncia de oclus&atilde;o vertical ou posicionamento inadequado dos dentes adjacentes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; coroa implanto suportada. Conclu&iacute;ram que os profissionais devem estar atentos a essas altera&ccedil;&otilde;es para alertar seus pacientes da possibilidade de mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&atilde;o das coroas implanto suportadas e poss&iacute;veis trocas dessas em manuten&ccedil;&otilde;es futuras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rossi &amp; Andreasen<sup>47</sup>, descreveram em 2003, um caso cl&iacute;nico considerando o posicionamento de implantes em adolescentes com forma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea incompleta e afirmaram que o implante apresenta o comportamento de um dente anquilosado. Afirmaram ainda que o implante pode interferir com o crescimento normal do processo alveolar e alterar o germe do dente permanente adjacente ou at&eacute; mesmo alterar sua erup&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bernard et al.<sup>48</sup> avaliaram por meio de estudo retrospectivo as mudan&ccedil;as verticais ocorridas em dentes anteriores adjacentes a reabilita&ccedil;&otilde;es unit&aacute;rias com implantes osseointegrados. A amostra foi composta de dois grupos, sendo o primeiro composto por 14 adultos jovens com idade entre 15,5 a 21 anos e o segundo grupo foi composto por 14 adultos maduros com idade entre 40 a 55 anos. Todos os pacientes apresentavam aus&ecirc;ncias dent&aacute;rias anteriores que iriam requerer a instala&ccedil;&atilde;o de 40 implantes (16 incisivos centrais, 12 incisivos laterais e 12 caninos). As mensura&ccedil;&otilde;es da erup&ccedil;&atilde;o dos dentes adjacentes foram realizadas utilizando um ponto est&aacute;vel dos implantes como refer&ecirc;ncia nos exames de acompanhamento. Os resultados evidenciaram que no grupo dos adultos jovens, todas as coroas implanto suportadas estavam em infra-oclus&atilde;o, com uma mudan&ccedil;a vertical entre 0,10 a 1,65mm, mensuradas radiograficamente. No grupo dos adultos maduros, todos os pacientes apresentaram uma mudan&ccedil;a vertical entre 0,12 a 1,86mm. Conclu&iacute;ram que os adultos maduros podem exibir mudan&ccedil;as verticais na mesma propor&ccedil;&atilde;o que os adolescentes. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que o tratamento com implantes osseointegrados trouxe in&uacute;meros benef&iacute;cios e vantagens aos pacientes e ao sistema mastigat&oacute;rio, como a </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">preserva&ccedil;&atilde;o dos dentes remanescentes, maior longevidade e maior grau de satisfa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos tratamentos convencionais<sup>5-6</sup>. No entanto, &eacute; necess&aacute;rio diferenciar se a presen&ccedil;a de determinado fator local ou sist&ecirc;mico poder&aacute; constituir um risco cir&uacute;rgico ou ir&aacute; comprometer a obten&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da osseointegra&ccedil;&atilde;o<sup>8-11</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grande desafio no tratamento com implantes osseointegrados est&aacute; na habilidade em detectar os pacientes de risco e classificar a magnitude em alta, m&eacute;dia ou baixa. Assim, se diferentes fatores de risco est&atilde;o associados, estar&aacute; estabelecida uma situa&ccedil;&atilde;o de risco e o reconhecimento dessa situa&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; optar pela indica&ccedil;&atilde;o ou contraindica&ccedil;&atilde;o do tratamento e por consequ&ecirc;ncia, a percentagem de sucesso da terapia ir&aacute; aumentar<sup>20-21,24</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sucesso do tratamento ser&aacute; previs&iacute;vel quando o planejamento for elaborado com base na an&aacute;lise criteriosa de tr&ecirc;s entidades: paciente, sistema de implantes e equipe multidisciplinar<sup>9-11,13,22</sup>. O paciente dever&aacute; ser avaliado com rela&ccedil;&atilde;o aos seus fatores de risco, assim como as condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas e locais, aspectos psico-emocionais, socioecon&ocirc;micos e n&iacute;vel intelectual de compreens&atilde;o. Assim, uma vez estabelecida a queixa principal do paciente, analisadas suas expectativas reais, a compreens&atilde;o do limite do seu caso, o custo-benef&iacute;cio financeiro e biol&oacute;gico, as possibilidades de complica&ccedil;&otilde;es e mesmo de fracasso, o paciente estar&aacute; selecionado adequadamente8<sup>8-9,13-15</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As taxas de sucesso dos implantes s&atilde;o altas, em m&eacute;dia 94,4%, podendo variar de 76,0% a 98,7%, e mesmo em situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas como em &aacute;reas enxertadas e protocolos de carga imediata, verifica-se altos &iacute;ndices de sucesso, 86,8% e 94,0%, respectivamente. No entanto, ainda existe uma pequena percentagem (menos de 10,0%) em que os implantes podem ser perdidos, fraturados, apresentar-se com mobilidade, ser motivo de dor ou infec&ccedil;&atilde;o, aspectos coincidentes com radioluc&ecirc;ncia peri-implantar ou perda &oacute;ssea marginal cr&iacute;tica<sup>22</sup>.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As falhas dos implantes podem ser precoces (quando a osseointegra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocorre) ou tardias (quando a osseointegra&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ada &eacute; perdida ap&oacute;s per&iacute;odo de fun&ccedil;&atilde;o). Dentre os fatores causais, destacam-se os sistemas de implantes, o dom&iacute;nio do procedimento, a anatomia, as condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas do paciente, a oclus&atilde;o, a microbiota, as rea&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias e os fatores gen&eacute;ticos, com maior destaque e &ecirc;nfase aos aspectos relacionados aos pacientes, motivo deste trabalho<sup>10-11,22</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s an&aacute;lise dos fatores locais e sist&ecirc;micos relacionados aos pacientes, p&ocirc;de-se verificar que nenhum desses s&atilde;o considerados como contra-indica&ccedil;&otilde;es absolutas, mas sim contraindica&ccedil;&atilde;o relativa em alguns momentos do tratamento, cabendo ao profissional adequar o paciente &agrave; sua realidade e principalmente alertando-o dos prov&aacute;veis riscos previamente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do procedimento cir&uacute;rgico<sup>8-11,13,25</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hwang &amp; Wang<sup>20</sup> descreveram algumas condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas que impedem a cirurgia bucal eletiva, n&atilde;o pela dificuldade de se obter a osseointegra&ccedil;&atilde;o, mas pela possibilidade de complica&ccedil;&otilde;es e morbidade do paciente. Assim, nestas situa&ccedil;&otilde;es recomenda-se a estabiliza&ccedil;&atilde;o do quadro apresentado pelo paciente para posterior planejamento da instala&ccedil;&atilde;o dos implantes. Isso tamb&eacute;m pode ocorrer com as pacientes gestantes, em que haver&aacute; uma contraindica&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, especialmente pelo uso de anest&eacute;sicos e medica&ccedil;&otilde;es no tratamento, pelas radiografias solicitadas e estresse gerado pela cirurgia. </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os principais aspectos de risco que podem interferir no estabelecimento da osseointegra&ccedil;&atilde;o, destacam-se o tabagismo, a radioterapia, o diabetes, a doen&ccedil;a periodontal ativa, a osteoporose, a idade e a densidade &oacute;ssea deficiente, ou seja, osso tipo IV<sup>8-11,13-25</sup>. No entanto, vale ressaltar que mesmo na presen&ccedil;a dessas condi&ccedil;&otilde;es, as taxas de sucesso com a instala&ccedil;&atilde;o de implantes s&atilde;o altas, acima de 95%<sup>22,25</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De todos os fatores de ordem sist&ecirc;mica que podem afetar a osseointegra&ccedil;&atilde;o, o uso corrente do tabaco representa o maior risco ao fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o<sup>26-33</sup>. A fuma&ccedil;a do tabaco cont&eacute;m mais de 4 mil agentes qu&iacute;micos, dos quais 43 s&atilde;o carcinog&ecirc;nicos, sendo a nicotina a subst&acirc;ncia mais pesquisada e com grande efeito vasoconstritor, o que dificulta a repara&ccedil;&atilde;o tecidual. O tabaco compromete a cicatriza&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles e com rela&ccedil;&atilde;o ao tecido &oacute;sseo, parece interferir com a fun&ccedil;&atilde;o dos osteoblastos diminuindo a forma&ccedil;&atilde;o de osso novo, al&eacute;m de aumentar a reabsor&ccedil;&atilde;o e induzir resist&ecirc;ncia &agrave; a&ccedil;&atilde;o da calcitonina<sup>8,13</sup>.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A interrup&ccedil;&atilde;o do uso do tabaco tem sido sugerida no pr&eacute;-operat&oacute;rio como forma de melhorar a ades&atilde;o plaquet&aacute;ria e a viscosidade sangu&iacute;nea, no entanto o progn&oacute;stico ainda permanece inferior em compara&ccedil;&atilde;o ao pacientes n&atilde;o fumantes<sup>26,29,32-33</sup>. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em adi&ccedil;&atilde;o, as taxas de sucesso podem ser alteradas ou manipuladas pelos profissionais, considerando que esses pacientes s&atilde;o alertados previamente sobre os riscos do cigarro e muitas vezes n&atilde;o aderem ao tratamento pelo medo de perder os implantes, mas aqueles que decidem pelo tratamento e perdem os implantes entram cientes e sem problemas na estat&iacute;stica<sup>9,15</sup>.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro fator sist&ecirc;mico de alto risco ao fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o &eacute; o tecido &oacute;sseo irradiado, evidenciando elevadas percentagens de falhas dos implantes, cerca de 53,7%<sup>10-11,34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A radioterapia &eacute; utilizada como tratamento coadjuvante nas les&otilde;es neopl&aacute;sicas, no entanto, a radia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atua somente nas c&eacute;lulas tumorais, mas tamb&eacute;m sobre as sadias, e nas regi&otilde;es faciais pode causar xerostomia, aumento da permeabilidade capilar e aumento da susceptibilidade &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es, resultando em um tecido hipocelular e hipovascularizado com baixa toler&acirc;ncia ao trauma cir&uacute;rgico<sup>8,13,34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, na presen&ccedil;a de pacientes irradiados, as cirurgias deveriam ser realizadas em centros especializados capazes de solucionar eventuais complica&ccedil;&otilde;es, pois existe a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia de osteoradionecrose, dado pelo restrito suprimento sangu&iacute;neo<sup>8,34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em adi&ccedil;&atilde;o, a terapia conjunta de oxigena&ccedil;&atilde;o hiperb&aacute;rica parece ter um efeito positivo significativo ao fen&ocirc;meno de osseointegra&ccedil;&atilde;o, mesmo n&atilde;o havendo nenhum relato na literatura de estudos randomizados, controlados e duplo-cego<sup>34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1970, os pacientes com "diabetes mellitus" recebiam contraindica&ccedil;&atilde;o absoluta ao tratamento com implantes, haja vista as complica&ccedil;&otilde;es microvasculares, susceptibilidade a infec&ccedil;&otilde;es e atraso no processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o. Essa doen&ccedil;a cr&ocirc;nica caracterizada pela defici&ecirc;ncia de insulina tem aumentado consideravelmente na popula&ccedil;&atilde;o e dois grupos distintos podem ser identificados: insulino dependentes (tipo 1) e n&atilde;o insulino dependentes (tipo 2), com maior preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o<sup>8,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Atualmente, os pacientes com diabetes podem ser tratados com implantes desde que a doen&ccedil;a esteja controlad<sup>35-37</sup>. Dowell et al.<sup>37</sup> relataram n&atilde;o haver evid&ecirc;ncias de diminui&ccedil;&atilde;o do sucesso cl&iacute;nico ou complica&ccedil;&otilde;es significativas do processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o associada com a terapia com implantes em pacientes com diabetes tipo 2. Vale ressaltar que em pacientes diab&eacute;ticos n&atilde;o compensados, a forma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea ao redor dos implantes pode estar prejudicada, com relato de menor percentagem de espessura e contato &oacute;sseo com o implante, no entanto, sem preju&iacute;zo &agrave; osseointegra&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A doen&ccedil;a periodontal pode acometer e ocasionar a perda dos implantes ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o da osseointegra&ccedil;&atilde;o e medidas preventivas associadas a retornos peri&oacute;dicos devem ser realizados como forma de minimizar a ocorr&ecirc;ncia de peri-implantite<sup>38-40</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, Schou et al.<sup>40</sup> n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa de sobreviv&ecirc;ncia dos implantes em indiv&iacute;duos com experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de doen&ccedil;a periodontal, apesar de maior incid&ecirc;ncia de periimplantite, provavelmente ocasionada pela presen&ccedil;a de bact&eacute;rias anaer&oacute;bias gram negativas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; osteoporose, cujo termo &eacute; utilizado para designar a redu&ccedil;&atilde;o da massa &oacute;ssea por unidade de volume, doen&ccedil;a que afeta mais comumente ossos esponjosos como a coluna vertebral e cabe&ccedil;a do f&ecirc;mur, com risco aumentado de fratura, principalmente em pacientes do sexo feminino<sup>41</sup>. No entanto, os ossos maxilares parecem n&atilde;o ser afetados na mesma propor&ccedil;&atilde;o que os ossos longos, n&atilde;o reduzindo os &iacute;ndices de sucesso do tratamento com implantes e sem bases cient&iacute;ficas para contra-indicar o tratamento em indiv&iacute;duos com osso osteopor&oacute;tico<sup>41</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A osteoporose parece afetar a taxa de reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea em usu&aacute;rios de pr&oacute;teses convencionais e n&atilde;o a perda &oacute;ssea em casos de pr&oacute;tese sobre implantes, cujos fatores causais est&atilde;o relacionados ao desajuste da oclus&atilde;o e desadapta&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a prot&eacute;tica<sup>8,13,41</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, &eacute; importante observar se a aus&ecirc;ncia dos elementos dent&aacute;rios faz parte de um fato isolado ou representa um diagn&oacute;stico sindr&ocirc;mico mais complexo<sup>8,42-48</sup>. Em algumas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, como nos casos de agenesias ou perda de um &uacute;nico elemento dent&aacute;rio ocasionada por trauma, haver&aacute; grande impacto na vida social do adolescente e at&eacute; mesmo &agrave;s estruturas faciais. No entanto, alternativas poder&atilde;o ser discutidas com os pacientes ou respons&aacute;veis at&eacute; que a decis&atilde;o da instala&ccedil;&atilde;o dos implantes tenha resultados mais previs&iacute;veis e com evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas em longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, as mudan&ccedil;as verticais podem ocorrer na mesma magnitude entre adolescentes e adultos48. Assim, mesmo n&atilde;o havendo risco ao processo de osseointegra&ccedil;&atilde;o considerando os pacientes jovens ou adultos, esses devem ser orientados quanto &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es de posi&ccedil;&atilde;o que podem ocorrer entre os dentes adjacentes &agrave; coroas implanto suportadas<sup>8,13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os pacientes idosos, que representam a por&ccedil;&atilde;o mais significativa da demanda por tratamento reabilitador, se os implantes forem contra-indicados, certamente o sentido filos&oacute;fico da terapia perder&aacute; sentido, pois como admitir que uma terapia n&atilde;o possa ser eficiente nos indiv&iacute;duos que mais a necessitam?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bryant<sup>45</sup> relatou que o fator idade parece n&atilde;o afetar o potencial de osseointegra&ccedil;&atilde;o ao contr&aacute;rio da localiza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;tios implantares, que apresentam resultados mais </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">favor&aacute;veis em mand&iacute;bula do que na maxila, provavelmente pela diferen&ccedil;a de qualidade e quantidade &oacute;ssea entre esses locais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que a idade isoladamente parece n&atilde;o representar um risco ao fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o, no entanto, os idosos geralmente trazem com a idade uma ou mais doen&ccedil;as sist&ecirc;micas, que devem ser diagnosticadas para diminuir o risco de eventuais complica&ccedil;&otilde;es. Nesse contexto, os idosos podem fazer a ingest&atilde;o de f&aacute;rmacos que controlam os problemas sist&ecirc;micos e a intera&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico torna-se imperativa previamente ao tratamento com implantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os jovens, apesar de n&atilde;o trazerem doen&ccedil;as sist&ecirc;micas associadas, podem fazer o uso de medicamentos antidepressivos, que comprovadamente causam xerostomia predispondo a um maior risco para a doen&ccedil;a periodontal e pior resposta biol&oacute;gica &agrave;s agress&otilde;es sofridas pela cavidade bucal<sup>8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, a implantodontia pode receber pacientes jovens e adultos que apresentam diferentes caracter&iacute;sticas, mas todos devem ser submetidos a uma anamnese detalhada, assim como um question&aacute;rio de sa&uacute;de, exames pr&eacute;-operat&oacute;rios, uso de medicamentos pr&eacute;-cir&uacute;rgicos e se necess&aacute;rio uma avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, ressaltando que a terapia com implantes n&atilde;o &eacute; contraindicada aos pacientes portadores de doen&ccedil;as sist&ecirc;micas, desde que estes estejam sob cuidados m&eacute;dicos e plenamente compensados<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As diferen&ccedil;as qualitativas e quantitativas entre o tecido &oacute;sseo da maxila e mand&iacute;bula t&ecirc;m sido comprovadas nos estudos de longevidade dos implantes. O sucesso da osseointegra&ccedil;&atilde;o parece estar relacionado aos s&iacute;tios espec&iacute;ficos da futura implanta&ccedil;&atilde;o e o tecido &oacute;sseo do tipo IV, que &eacute; encontrado mais frequentemente na maxila e em menor extens&atilde;o na regi&atilde;o posterior da mand&iacute;bula<sup>8,13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa qualidade &oacute;ssea inferior pode ser compensada com o uso de t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas que deixam o s&iacute;tio implantar em dimens&otilde;es menores que o implante, utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes com desenhos que favore&ccedil;am a compacta&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e at&eacute; mesmo pela bicorticaliza&ccedil;&atilde;o com o intuito de assegurar melhor estabilidade prim&aacute;ria dos implantes. Assim, o tipo de tecido &oacute;sseo n&atilde;o constitui uma contraindica&ccedil;&atilde;o absoluta, mas sim requer cuidados durante a t&eacute;cnica de realiza&ccedil;&atilde;o dos implantes, como forma de obten&ccedil;&atilde;o de melhor estabilidade inicial<sup>8,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde a introdu&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de osseointegra&ccedil;&atilde;o, as taxas de sucesso dos implantes dent&aacute;rios t&ecirc;m aumentado de forma significativa devido a uma melhor compreens&atilde;o do comportamento e resposta do tecido &oacute;sseo, dos conceitos de carga sobre este e principalmente pela sele&ccedil;&atilde;o adequada dos pacientes e dos fatores causais das falhas dos implantes<sup>10-11</sup>. Em adi&ccedil;&atilde;o, a curva de aprendizado traz benef&iacute;cios para a obten&ccedil;&atilde;o de melhores resultados na manuten&ccedil;&atilde;o da homeostasia bucal, por meio do controle da placa bacteriana e do trauma oclusal sobre as reabilita&ccedil;&otilde;es implanto suportadas<sup>21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os profissionais devem estar atentos aos sinais de falhas dos implantes como a presen&ccedil;a de sangramento gengival, exsudato purulento, dor, perda &oacute;ssea angular, infec&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo de osseointegra&ccedil;&atilde;o, afrouxamento das conex&otilde;es prot&eacute;ticas e fratura dos parafusos prot&eacute;ticos, a fim de evitar complica&ccedil;&otilde;es futuras que possam inviabilizar a solu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Paralelamente aos sinais e sintomas de falhas, os cl&iacute;nicos devem conhecer os crit&eacute;rios de sucesso previamente estabelecidos na literatura, antes de proceder a uma interven&ccedil;&atilde;o de remo&ccedil;&atilde;o do implante<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este trabalho descreveu e discutiu os fatores relacionados ao paciente que podem afetar a osseointegra&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, o profissional deve estar atento a essas condi&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o identificadas nos exames pr&eacute;vios nas etapas de planejamento, para que o paciente seja orientado e esteja consciente dos riscos envolvidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sucesso a longo prazo e a estabilidade da osseointegra&ccedil;&atilde;o se deve a preven&ccedil;&atilde;o de fatores locais como a ado&ccedil;&atilde;o de higiene bucal adequada e retornos peri&oacute;dicos para an&aacute;lise da oclus&atilde;o em est&aacute;gios futuros da pr&oacute;tese em fun&ccedil;&atilde;o<sup>22</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s an&aacute;lise e revis&atilde;o da literatura, p&ocirc;de-se concluir que n&atilde;o h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es locais ou sist&ecirc;micas relacionadas aos pacientes que contra-indiquem de forma absoluta o tratamento com implantes osseointegrados. O h&aacute;bito de fumar constitui-se no principal fator de risco &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de implantes, podendo diminuir a taxa de sucesso e aumentar as complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RA ZAVANELLI, AS GUILHERME, AT CASTRO, JMA FERNANDES, RE PEREIRA e RR GARCIA participaram de todas as etapas da elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Douglass CW, Shih A, Ostry L. Will there be a need for complete dentures in the United States in 2020? J Prosthet Dent. 2002;87(1):5-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=234380&pid=S1981-8637201100050001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Douglass CW, Watson AJ. Future needs for fixed and removable partial dentures in the United States. J Prosthet Dent. 2002;87(1):9-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Budtz-J&ouml;rgensen E. Restoration of the partially edentulous mouth: a comparison of overdentures, removable partial dentures, fixed partial dentures and implant treatment. J Dent. 1996;24(4):237-44. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Rich B, Goldstein GR. New paradigms in prosthodontic treatment planning: a literature review. J Prosthet Dent. 2002;88(2):208- 14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Branemark PI, Adell R, Breine U, Hansson BO, Lindstrom J, Ohlsson A. Intra-osseous anchorage of dental prostheses. I: experimental studies. Scand J Plast Reconstr Surg. 1969;3(2):81- 100.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Branemark PI, Hansson BO, Adell R, Breine U, Lindstrom J, Hallen O, et al. Osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Experience from a 10-year period. Scand J Plast Reconstr Surg Supp. 1977;16(1):1-132. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Adell R, Lekholm U, Rockler B, Branemark PI. A 15-year study of osseointegrated implants in the treatment of the edentulous jaw. Int J Oral Surg. 1981;10(6):387-416. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Pinto AVS, Miyagusko JM, Ramalho SA, Wassall T, Pereira LA. Fatores de risco, complica&ccedil;&otilde;es e fracassos na terap&ecirc;utica com implantes osseointegrados. In: Atualiza&ccedil;&atilde;o na cl&iacute;nica odontol&oacute;gica. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2000. p.132-216.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ashley ET, Covington LL, Bishop BG, Breault LG. Ailing and failing endosseous dental implants: a literature review. J Contemp Dent Pract. 2003;4(2):35-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Esposito M, Hirsch JM, Lekholm U, Thomsen P. Biological factors contributing to failures of osseointegrated oral implants (I): success criteria and epidemiology. Eur J Oral Sci. 1998;106(1):527-51.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Esposito M, Hirsch JM, Lekholm U, Thomsen P. Biological factors contributing to failures of osseointegrated oral implants (II): etiopathogenesis. Eur J Oral Sci. 1998;106(3):721-64. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Smith DE, Zarb GA. Criteria for success of osseointegrated endosseous implants. J Prosthet Dent. 1989;62(5):567-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Davarpanah M, Martinez H, Kebir M, Tecucianu JF. Manual de implantodontia cl&iacute;nica. S&atilde;o Paulo: Artmed Editora; 2003.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Elsubeihi ES, Zarb GA. Implant prosthodontics in medically challenged patients: the University of Toronto experience. J Can Dent Assoc. 2002;68(2):103-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Chuang SK, Wei LJ, Douglass CW, Dodson TB. Risk factors for dental implant failure: a strategy for the analysis of clustered failure time observations. J Dent Res. 2002;81(8):572-77. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. McDermott NE, Chuang SK, Woo VV, Dodson TB. Complications of dental implants: identification, frequency and associated risk factors. Int J Oral Maxillofac Implants. 2003;18(6):848-55. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Moy P, Medina D, Shetty V, Aghallo TL. Dental implant failure rates and associated risk factors. Int J Oral Maxillofac Implants. 2005;20(4):569-77. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Porter JA, Fraunholfer JAV. Success or failure of dental implants? A literature review with treatment considerations. Gen Dent. 2005;53(6):423-32.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Mombelli A, Cionca N. Systemic diseases affecting osseointegration therapy. Clin Oral Implants Res. 2006;17(2):97- 103.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Hwang D, Wang HL. Medical contraindications to implant therapy: part I - absolute contraindications. Implant Dent. 2006;15(4):353-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Tolstunov L. Dental implant success failure analysis: a concept of implant vulnerability. Implant Dent. 2006;15(4):341-46.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Paquette DW, Brodala N, Williams RC. Risk factors for endosseous dental implant failure. Dent Clin N Am. 2006;50(3):361-74.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Stevenson GC, Riano PC, Moretti AJ, Nichols CM, Engelmeier RL, Flaitz CM. Short term success of osseointegrated dental implants in HIV positive individuals: a prospective study. J Contemp Dent Pract. 2007;8(1):1-15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Hwang D, Wang HL. Medical contraindications to implant therapy: part II - relative contraindications. Implant Dent. 2007;16(1):13-23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Alsaadi G, Quirynen M, Komarek A, Steenberghe VD. Impact of local and systemic factors on the incidence of oral implant failure, up to abutment connection. J Clin Periodontol. 2008;35(1):51-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Bain CA, Moy PK. The association between the failure of dental implants and cigarette smoking. Int J Maxillofac Implants. 1993;8(6):609-15.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Crews KM, Cobb GW, Seago D, Williams N. Tobacco and dental implants. Gen Dent. 1999;47(5):484-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Jones RB. Tobacco or oral health: past progress, impending challenge. J Am Dent Assoc. 2000;131(8):1130-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Bain CA, Weng D, Meltzer A, Kohles SS, Stach RM. A metaanalysis evaluating the risk for implant failure in patient who smoke. Compend Contin Educ Dent. 2002;23(8):695-707.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Sham ASK, Cheung LK, Jin LJ, Corbet EF. The effect of tobacco use on oral health. Hong Kong Med J. 2003;9(4):271-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Levin L, Schwartz-Arad D. The effect of cigarette smoking on dental implants and related surgery. Implant Dent. 2005;14(4):357-63.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Hinode D, Tanabe SI, Yokoyama M, Fujisawa K, Yamauchi E, Miyamoto Y. Influence of smoking on osseointegrated implant failure: a meta analysis. Clin Oral Implants Res. 2006;17(4):473- 8.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Strietzel FP, Reichart PA, Kale A, Kulkarni M, Wegner B, K&uuml;chler I. Smoking interferes with the prognosis of dental implants treatment: a systematic review and meta-analysis. J Clin Periodontol. 2007;34(6):523-44. 34. Granstr&ouml;m G, Tjellstr&ouml;m A, Branemark PI. Osseointe</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">grated implants in irradiated bone: a case controlled study using adjunctive hyperbaric oxygen therapy. J Oral Maxillofac Surg. 1999;57(5):493-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Farzad P, Andersson L, Nyberg J. Dental implants treatment in diabetic patients. Implant Dent. 2002;11(3):262-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Cardoso AL, Zafallon G, Anselmo SM, Ant&ocirc;nio R. Implantes em diab&eacute;ticos: revis&atilde;o de literatura. Innov Implant J. 2006;1(2):47-52. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Dowell S, Oates TW, Robinson M. Implant success in people with type 2 diabetes mellitus with varying glycemic control: a pilot study. J Am Dent Assoc. 2007;138(3):355-61.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Quirynen M, Soete M, Steenberghe DV. Infectious risks for oral implants: a review of the literature. Clin Oral Implants Res. 2002;13(1):1-19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 39. Chen S, Darby I. Dental implants: maintenance, care and treatment of peri-implant infection. Aust Dent J. 2003;48(4):212-20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 40. Schou S, Holmstrup P, Worthington HV, Esposito M. Outcome of implant therapy in patients with previous tooth loss due to periodontitis. Clin Oral Implants Res. 2006;17(2):104-23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 41. Wowern NV. General and oral aspects of osteoporosis: a review. Clin Oral Invest. 2001;5(2):71-82. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Oesterle LJ, Cronin RJ, Ranly DM. Maxillary implants and the growing patient. Int J Oral Maxillofac Implants. 1993;8(4):377- 87. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. Cronin RJ, Oesterle LJ, Ranly DM. Mandibular implants and the growing patient. Int J Oral Maxillofac Implants. 1994;9(1):55-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. Cronin RJ, Oesterle LJ. Implant use in growing patients. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Treatment planning concerns. Dent Clin North Am. 1998;42(1):1-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Bryant SR. The effects of age, jaw site, and bone condition on oral implant outcomes. Int J Prosthodont. 1998;11(5):470-90.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 46. Cronin RJ, Oesterle LJ. Adult growth, aging, and the single-tooth implant. Int J Oral Maxillofac Implants. 2000;15(2):252-60.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 47. Rossi E, Andreasen JO. Maxillary bone growth and implant positioning in a young patient: a case report. Int J Periodontics Restorative Dent. 2003;23(2):113-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">48. Bernard JP, Schartz JP, Christou P, Belser U, Kiliaridis S. Long-term vertical changes of the anterior maxillary teeth adjacent to single implants in young and mature adults. A retrospective study. J Clin Periodontol. 2004;31(11):1024-8.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RA ZAVANELLI    <br>   Universidade Federal de Goi&aacute;s,    <br> Faculdade de Odontologia,     <br>Departamento de Preven&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral.    <br> Av. Universit&aacute;ria - Esquina com 1&ordf;. Ave- nida, s/n, 74605-220    <br> Goi&acirc;nia, GO, Brasil.  </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:ricardozavanelli@hotmail.com" target="_blank">ricardozavanelli@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 16/7/2008    <br> Aceito: 13/3/2009</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Douglass]]></surname>
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<surname><![CDATA[Shih]]></surname>
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<surname><![CDATA[Ostry]]></surname>
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