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Revista da Associacao Paulista de Cirurgioes Dentistas

versão impressa ISSN 0004-5276

Resumo

CURY, Jaime Aparecido et al. Concentração de fluoreto nos dentifrícios a base de MFP/CaCO3 mais vendidos no Brasil, ao final dos seus prazos de validade. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent. [online]. 2015, vol.69, n.3, pp.248-251. ISSN 0004-5276.

Dentifrício fluoretado deve conter pelo menos 1.000 ppm (mg F/kg) do seu flúor total (FT) na forma quimicamente solúvel (FST) para ter o potencial máximo de interferir com o processo de cárie. Em formulações de dentifrícios contendo cálcio no abrasivo, a concentração de FST (íon flúor + íon MFP) diminui em função do tempo de armazenamento. Os quatro dentifrícios a base de MFP/CaCO3 mais vendidos no Brasil são capazes de manter 1.000 ppm de FST nos produtos pelo prazo de um ano de fabricação, mas não é conhecido o que ocorre até o final do prazo de validade. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a concentração de FST nesses dentifrícios ao final do seu prazo de validade. Após as análises iniciais realizadas em 2010, os cremes dentais (n=30) foram armazenados à temperatura laboratorial (25°C) e as concentrações de FT e FST foram novamente determinadas em 2012, próximo a data de vencimento (36 meses). As análises foram feitas utilizando protocolo validado de extração, as determinações foram feitas com eletrodo íon específico e os resultados expressos em ppm F (mg F/kg). A concentração (média±dp;n=30) de FT encontrada (1.415,2±62,8) estava de acordo com o declarado pelo fabricante (1.450 ppm F), porém a de FST foi 44% menor (814,7±74,7). Ao final do prazo de validade, os dentifrícios brasileiros mais vendidos não mantêm uma concentração de FST máxima desejável, mostrando tanto a importância do Cirurgião-Dentista na orientação do paciente como a necessidade da revisão da resolução Anvisa nº 79 que regulamenta a matéria sobre dentifrícios.

Palavras-chave : dentifrícios; cremes dentais; flúor; compostos de flúor; cárie dentária.

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