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RFO UPF

versão impressa ISSN 1413-4012

Resumo

MAAHS, Marcia Angelica Peter; FERREIRA, Eduardo Silveira  e  PURICELLI, Edela. Estabilidade da dimensão do espaço aéreo faríngeo após o avanço maxilomandibular em pacientes com maloclusão de classe II. RFO UPF [online]. 2011, vol.16, n.2, pp.154-160. ISSN 1413-4012.

As radiografias cefalométricas de perfil apresentam um alto grau de resolutibilidade visual para a via aérea faríngea, que é delimitada por tecidos moles e duros. O paciente portador de maloclusão esquelética de Classe II pode ter indicação de tratamento cirúrgico bucomaxilofacial, com avanço mandibular associado ou não a intervenções na maxila. Objetivo: O objetivo deste estudo é verificar a estabilidade das alterações dimensionais do espaço aéreo faríngeo total (EAFT), particularizando o espaço aéreo da nasofarige (NP), orofaringe (OF) e hipofaringe (HF), em cm2, após o avanço maxilomandibular. Metodologia: Foram utilizadas radiografias cefalométricas de perfil pré-operatórias (PRE), pós-operatórias mediatas (POSM) e pós-operatório tardias (POST) de pacientes que realizaram cirurgias combinadas. Baseado em propostas de estudos cefalométricos para essa área, realizou-se uma análise estatística para avaliação da presença ou não de diferenças significativas entre o PRE e o POSM, entre o POSM e POST e entre o PRE e o POST. Resultados: Houve aumento dos valores em área da OF e do EAFT no POSM e diminuição no POST. Porém, para esses espaços aéreos os valores em área no POST diferiram dos valores em área do PRE, sempre mais baixos. Conclusão: Esse resultado pode contribuir no tratamento das apneias e hipopneias obstrutivas do sono, mesmo que a recidiva ocorra, visto que a área do espaço aéreo faríngeo ainda permanece maior no POST do que no PRE.

Palavras-chave : Apneia do sono.; Cirurgia ortognática.; Recidiva..

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